Mais de 30 mil cães e gatos já receberam microchip em Cotia

Todos os animais castrados mensalmente na cidade recebem microchip com dados de identificação do animal e seu dono

Todos os meses o Setor de Zoonoses de Cotia realiza castração de cerca de 300 animais, entre cães e gatos. Nesta oportunidade de acesso aos animais, os mesmos recebem um microchip com dados para identificação do animal e de seu dono.

Até hoje, segundo a Dra. Ana Maria Lino, veterinária e coordenadora do Setor de Zoonoses da cidade, mais de 30 mil cães e gatos já receberam o dispositivo. A implantação do microchip é subcutânea na região do dorso.

O microchip é um micro-circuito eletrônico do tamanho de um grão de arroz e por isso pode ser facilmente implantado sob a pele sem causar incomodo. O microchip para animais contém um código exclusivo e inalterável que transmite informações específicas sobre o animal.
Segundo a doutora, o microchip tem a função de registrar o animal e não conta com localizador (tipo GPS). O tutor (dono) do animal microchipado precisa acessar o site (www.animalltag.com.br/redeanimalltag) e registrar seus dados, contatos e os dados do animal, inserir o número de identificação do microchip e, com qualquer leitor de microchip, será possível verificar informações daquele animal registado, em caso estar perdido, por exemplo. “No site da ‘Animall Tag’ o tutor poderá atualizar informações sobre vacinação de seu pet (cão ou gato) e os seus contatos a qualquer momento”, conta Ana Maria.
Qualquer pessoa (clínica, órgãos públicos, entidades ou ONG’s) que disponha do leitor de microchip poderá localizar o seu tutor fazendo a leitura dos dados registrados (desde que o tutor tenha feito o cadastro no site). Após o implante do microchip, os tutores – donos dos animais -recebem um panfleto explicativo sobre como cadastrar os seus dados e do seu pet.
Em alguns países o uso do microchip é obrigatório em todos os animais. Se você for com seu animal para algum país da Europa ou para o Japão, ele terá de receber um microchip antes da viagem.
Criadores de cães e gatos de raça utilizam o microchip por determinação das Associações de criadores para assegurar a origem da raça e evitar falsificações de pedigree.
O implante do microchip só pode ser feito por um veterinário, que usara uma seringa especial, parecida com as de vacina. O profissional introduz a capsula na altura da nuca do animal e o empurra através da pele com o injetor.
O microchip é implantado uma única vez na vida e fica no corpo para sempre. Ele não possui bateria, fica inerte até se ativado pela leitora. A durabilidade do dispositivo é de aproximadamente 100 anos.
Para a realização da leitura existe uma espécie de scanner que quando aproximado do animal ativa o microchip e capta os dados registrados pelo tutor (dono) do animal. Assim que ler o código do microchip o leitor exibe as informações em um visor.
Em caso de perda ou roubo do animal, o microchip tem a vantagem de não poder ser perdido pelo animal como pode acontecer com uma coleira com identificação. A desvantagem é que nem todas as clínicas e entidades de protetores possuem o leitor do microchip para identificação rápida dos seus tutores.
Em maio deste ano a Prefeitura de Itapevi também deu inicio à Campanha de Microchipagem de cães e gatos. A ação é dirigida a animais em condição de maus-tratos e feridos ou adoentados que estejam em vias públicas do município. Os cães microchipados são levados às feiras de adoção promovidas pela administração municipal. A iniciativa visa ajudar a controlar a população de cães e gatos abandonados, além de ajuda-los a encontrar um novo lar.

 

Por Mônica Krausz, com informações das Prefeituras de Cotia e Itapevi

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