Estudo norte-americano, divulgado pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – aponta que misturar álcool com bebidas energéticas expõe mais o indivíduo a riscos, aumentado para o desenvolvimento de dependência alcoólica.
Nesse estudo, a amostra foi dividida em três grupos com base na freqüência de consumo de bebidas energéticas: não-uso, uso não-freqüente (1 a 51 vezes no ano anterior à pesquisa), e uso freqüente (52 vezes ou mais no último ano). A dependência alcoólica foi avaliada segundo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª edição, da Associação Americana de Psiquiatria.
O grupo que consumia quantidades elevadas de energéticos (uso freqüente) também ingeria bebidas alcoólicas em maior freqüência e quantidade do que o grupo cujo uso de energéticos não era freqüente. Este dado mostra que a ingestão continuada de energéticos está associada a um risco significativamente maior de desenvolver a dependência do álcool, em comparação ao não-uso e ao uso não-freqüente – entre esses dois últimos grupos, não houve diferença significativa no risco de desenvolver dependência do álcool.
Nota-se que os estudantes que faziam uso freqüente de energéticos (associado à maior consumo de álcool) também estavam expostos a maiores riscos de desenvolver problemas relacionados a esse comportamento, tais como desmaios e incapacidades decorrentes da ressaca.
A mistura das substâncias presentes no álcool e nos energéticos pode provocar outros graves problemas. Por exemplo, a cafeína aumenta a euforia causada pela bebida e reduz a sensação subjetiva de embriaguez, fazendo a pessoa sentir que está ”menos alcoolizada” do que verdadeiramente está. Além disso, embora pessoas saudáveis não apresentem problemas com o uso moderado de cafeína, seu consumo em grandes quantidades (como aquelas presentes em energéticos) tem sido associado à conseqüências graves, como convulsões, desenvolvimento de manias, derrame e morte súbita.
No Brasil
Entre os universitários brasileiros, 74% dos entrevistados relataram já ter consumido bebidas energéticas juntamente com o álcool pelo menos uma vez na vida, segundo dados do I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras. No mês anterior à pesquisa, a prevalência de uso desta combinação foi de 36%. Assim, é nítido que os universitários representam uma população alvo importante para a prevenção do uso nocivo de álcool.










