O movimento Grupo Mulheres do Brasil pediu para que o Projeto de Lei 1256/19, do Senado, que acaba com o percentual mínimo de candidaturas de cada sexo nas eleições, fosse arquivado. O grupo apresentou a sua agenda legislativa prioritária para as deputadas e senadoras, em evento na Câmara dos Deputados, na semana passada.
Desde 2009, mulheres precisam ser 30% das candidaturas registradas por um partido e o projeto do Senado acaba com essa cota.
Para a procuradora da Mulher da Câmara, deputada Leandre (PV-PR), isso é um retrocesso inaceitável. “A mulher, se não tiver isso, talvez nem candidaturas nós tenhamos.” Segundo ela, a proposta dos senadores “é um prejuízo muito grande para tudo que foi conquistado.”
A professora Lígia Pinto, líder de políticas públicas do Grupo Mulheres do Brasil, ressalta que o maior problema das candidaturas femininas é o pouco espaço dentro dos partidos. “As mulheres que já tinham espaço na política foram financiadas com esses 30%, mas as outras não. Elas não têm espaço de liderança dentro dos seus partidos, então não conseguem lançar candidaturas viáveis.”
Segundo Lígia, o problema real não é de algumas poucas mulheres terem sido usadas como “laranjas”. “Eles estão colocando luz sobre isso porque dá Ibope”, critica a professora referindo-se às denúncias de que, nas últimas eleições, alguns partidos usaram de outras formas o dinheiro que deveria ser destinado a candidatas mulheres.
Mulheres querem rejeição de projeto que extingue cota de candidaturas femininas
O Grupo Mulheres do Brasil apresentou a sua agenda legislativa prioritária para deputadas e senadoras. Desde 2009, as mulheres precisam ser 30% das candidaturas registradas por um partido e, o projeto do Senado, acaba com essa cota
















