Educadora, jornalista, assistente social e microempresária. Apesar das diferenças profissionais, Silvana Bezerra, Carolina Rubinato, Roseli Lima da Silva e Cristina Brasil, do coletivo Mulher Ação, de Cotia, lutam por algo em comum: o direito das mulheres.
Seja na política ou no mercado de trabalho, elas afirmam que a mulher deve ocupar as funções que desejar. Mas, para isso, há a necessidade de trabalhar a conscientização.
Nessa quinta-feira (25), a Revista Circuito recebeu o coletivo na redação para participar da nossa live da semana (veja no final da matéria). E o tema foi justamente esse: a importância da representatividade feminina na política e no mercado de trabalho.
“Lugar de mulher é onde ela quiser. É na política, nas empresas, nos movimentos, é em casa, é onde ela quiser estar. Ela tem que estar onde ela esteja feliz, onde ela possa ocupar os seus espaços, suas conquistas e a sua razão de ser”, disse Silvana, que é diretora de uma escola da rede municipal de Cotia.
Apenas para frisar alguns dados, o Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina. De acordo com uma pesquisa da instituição Inter-Parliamentary Union, o país ocupa o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. Dentre os 190 países que informaram à instituição o percentual de cadeiras ocupadas por mulheres em suas câmaras baixas ou parlamento unicameral, o Brasil está em 157° lugar.
E quando o assunto é mercado de trabalho, os resultados também são discrepantes. Segundo o estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, do IBGE, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens – considerando trabalho remunerado, atividades domésticas e o cuidado de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham 76,5%, em média, do rendimento dos homens.
Para mudar esse cenário, tanto na política quanto no mundo do trabalho, Cristina afirma que é preciso desafiar as mulheres a ocuparem esses espaços. E essa sugestão não é somente teórica. O Mulher Ação realiza palestras em empresas e escolas do município, sempre levando esse debate dentro do universo feminino.
“Não existe uma vida plena se a gente não tiver uma vida pública de sucesso. Enquanto as mulheres não entrarem nesses espaços, a pluralidade e a representatividade no que diz respeito aos assuntos femininos não serão representados”.
 Confira a entrevista:

 
Por José Rossi Neto  

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