Ana Maria Brassanini nasceu na cidade de Luzerna, em Santa Catarina. Trabalhou durante muitos anos como secretária executiva em uma grande empresa, mas depois de tanto tempo de dedicação a profissão, resolveu se aposentar.
Após algum tempo livre da rotina estressante que levava, a ex-secretária sentia que lhe faltava algo para tornar o momento bom que passava, ainda mais completo.
Então procurou aprimorar suas técnicas nas artes plásticas, tornou-se artesã e abriu seu ateliê, o Criare Artesanatos, localizado na Alameda Rússia, 595 – Barueri.
“Desde criança sempre gostei de criar coisas novas, observar e ver a natureza como ponto de inspiração. Sempre gostei de transformar tudo”, diz Ana Maria.
Com o norte de criar e transformar coisas, a artesã inclinou-se a outra paixão que tinha desde criança: a arte sacra.
“Minha inspiração vem de dentro, e o gosto pelos oratórios me acompanha por toda a vida”, declara Brassanini. “Tenho como base tudo de lindo que vejo em todas as culturas, adoro brilhos, luzes e cores. Cada peça nova que faço, imagino um lugar lindo e sagrado para acomodar um santo”.
Oratórios são as principais obras da artesã, que diz não temer a redução do mercado consumidor, já que tantas pesquisas apontam o encolhimento da fé católica pelo mundo.
“Cada um acredita no que quiser. Eu creio em Deus, Jesus Cristo e em todos os santos da Igreja Católica. Acho que, criando meus oratórios, retribuo um pouquinho por tudo que Ele (Deus) faz por mim”, diz Ana Maria.
Outro fator que não assusta a artista é a globalização com seu mercado externo e máquinas que produzem todos os tipos de utensílios a cada segundo.
“A tecnologia produz rapidamente, porém tudo em série. O que diferencia o meu trabalho é o meu amor em criar peças únicas e exclusivas. Em cada uma delas coloco meu coração, minha paixão pelas artes sacras”.
Com madeiras, tintas, cristais, espelhos, pedras, tecidos, grande técnica e talento para harmonizar todos esses materiais, a artesã ainda procura elementos na natureza que se ajustem ao seu trabalho.
“Encontrei um nó de pinho de aproximadamente 100 anos e estou trabalhando para transformá-lo em um oratório”, conclui a artesã.












