Três professoras da região – duas de Cotia e uma de Itapevi – estão desenvolvendo, juntas, um projeto chamado Apoio Neuropsicopedagógico Escolar com alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da E.M. Professor José da Costa Chaves, no Jardim Belizário, em Cotia. O trabalho é voluntário e atende, atualmente, nove crianças com dificuldade de aprendizagem aos sábados pela manhã.
Luciana Inforsari, Atacilia Novaes e Glauci Abrahao fizeram pós-graduação no curso de Neuropsicopedagogia Institucional e Clínica, da Faculdade Censupeg, no polo em Caucaia do Alto. Os atendimentos na escola iniciaram em março deste ano e devem se estender até o mês de novembro.
Elas esclarecem que os alunos atendidos não possuem diagnóstico médico de qualquer transtorno ou deficiência. De acordo com as neuropsicopedagogas, a faixa etária em questão foi escolhida pois apontou elementos que serão tratados no momento ideal para que desenvolvam seus potenciais de aprendizagem.
“Esse projeto tem ajudado muito no aprendizado do meu filho. Antes, ele tinha muita dificuldade para aprender, agora vejo que ele vem evoluindo cada dia mais e se interessando cada vez mais em aprender coisas novas”, disse Fabiane Rodrigues dos Santos, mãe de Yago Rodrigues de Almeida, aluno do 3º ano atendido pelo projeto.
O trabalho contempla de dez a 15 atendimentos e foca, inicialmente, na avaliação neuropsicopedagógica clínica. Desta forma, o projeto possibilita ao professor a reflexão de possíveis caminhos para atingir esse aluno que está em tempo diferente dos demais.
“A Neuropsicopedagogia agrega conhecimentos da neurociência, psicologia e pedagogia, auxiliando no trabalho de prevenção, pois avalia e auxilia nos processos didático-metodológicos e na dinâmica institucional para que ocorra um melhor processo de ensino aprendizagem”, explica Luciana, integrante do projeto e professora na rede municipal de Cotia.
O projeto, no entanto, está pautado na ação clínica, e acontece numa instituição com princípio de atendimento coletivo. “As atividades profissionais do neuropsicopedagogo não fazem parte do currículo escolar”, esclarece Angelita Fulle, coordenadora pedagógica do curso de Neuropsicopedagogia da Censupeg.

APOIO
A partir dos próximos meses, a ação será discutida com o Laboratório de Inovações Educacionais e Estudos Neuropsicopedagógicos da Faculdade Censupeg e com o Núcleo de Apoio Neuropsicopedagogico desta mesma instituição, através dos trabalhos com comunidades de aprendizagem com alunos egressos do curso.
“Desta forma, deve somar ao projeto nomes da área da pesquisa e responsáveis pelos cursos de Neuropsicopedagogia da Faculdade Censupeg, bem como a própria Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia”, explica Angelita.
A proposta, em síntese, é ampliar o atendimento dos alunos através de atendimentos coletivos, beneficiando ainda mais crianças.
Por José Rossi Neto
Professoras da região se unem para ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem
As neuropsicopedagogas Luciana Inforsari, Atacilia Novaes e Glauci Abrahao atuam na E.M Professor José da Costa Chaves, no Jardim Belizário, em Cotia, atendendo alunos do 1º ao 5º ano. Voluntárias, elas pretendem ampliar o projeto e dar continuidade aos atendimentos, já que os resultados são visíveis















