Projeto prevê novo Centro Administrativo para Embu das Artes.
Cavalcante apresentou o projeto.

Um encontro realizado na noite de 18 de setembro reuniu empresários, lideranças e representantes da comunidade da Granja Viana e de Embu das Artes para a apresentação de um projeto de integração viária e desenvolvimento urbano entre os dois municípios. A reunião foi promovida pelo empresário Confúcio Cavalcante, CEO da EPC Empreendimentos, em sua residência, no Vintage Residencial, com o objetivo de apresentar a proposta e buscar apoio institucional para sua viabilização.

O eixo central do projeto é a criação da Avenida Rui Ohtake, uma nova via que ainda será implantada. O trecho proposto partirá da Estrada do Capuava, em Cotia, atravessará áreas em desenvolvimento e chegará à Estrada do Embu, em Embu das Artes. Essa é a ligação prevista nesta etapa: da Capuava à Estrada do Embu, aproximando regiões que cresceram lado a lado, mas ainda não contam com uma conexão direta compatível com o fluxo de moradores, trabalhadores e serviços.

Projeto apresentado é o ponto B, saindo da altura do Vintage até Itatuba, em Embu das Artes.

A apresentação mostrou que parte dessa transformação urbana já começou na região da Capuava, onde há um trecho duplicado, com calçadas, canteiro central e arborização. A proposta é estender esse padrão ao novo corredor, acompanhando a implantação de empreendimentos residenciais planejados.

Hugo Prado, atual prefeito de Embu das Artes.

O projeto reserva espaços para equipamentos públicos que funcionariam como contrapartida social ao desenvolvimento imobiliário. Estão previstos uma escola municipal e um posto de saúde para atender não apenas os futuros moradores, mas toda a comunidade do entorno. A proposta discutida durante o encontro também considera a necessidade de ampliar a estrutura de saúde, com UBS e atendimento de urgência, conforme as demandas e definições do poder público.

Outro ponto de destaque está no encontro da futura Avenida Rui Ohtake com o acesso à Estrada Keishi Matsumoto. Nesse local, a proposta prevê uma grande praça cívica e um novo centro administrativo para Embu das Artes, reunindo a Prefeitura e secretarias municipais. A intenção é criar uma nova centralidade urbana, aproximando a estrutura administrativa das áreas que mais cresceram e fortalecendo a ligação entre o centro antigo e essa nova frente de desenvolvimento.

A conexão direta com a Rodovia Raposo Tavares não integra o trecho principal apresentado. Ela aparece como uma possibilidade futura: a continuidade do traçado até o km 16 da rodovia. Se concretizada em outra etapa, essa extensão criaria uma nova alternativa regional de acesso. O projeto atual, entretanto, está delimitado entre a Estrada do Capuava e a Estrada do Embu.

Ney Santos participou do encontro e prometeu apoio ao projeto.

O encontro contou com a presença de Ney Santos, candidato a deputado federal e ex-prefeito de Embu das Artes por dois mandatos, e do atual prefeito, Hugo Prado. A participação das lideranças levou a discussão ao campo da articulação política, já que uma intervenção desse porte depende da cooperação entre os municípios e da participação dos governos estadual e federal.

Em entrevista à Revista Circuito, Ney Santos afirmou que a região registrou forte crescimento residencial, sem receber, na mesma proporção, os investimentos necessários em mobilidade. Segundo ele, muitos moradores enfrentam um verdadeiro ‘terceiro turno’ diário dentro de ônibus, carros e aplicativos. O candidato assumiu o compromisso de, caso eleito, buscar recursos estaduais e federais para melhorar a mobilidade urbana e contribuir para a implantação do projeto.

Ao apresentar a futura Avenida Rui Ohtake como um projeto de integração regional, Confúcio Cavalcante buscou iniciar uma mobilização capaz de reunir empresários, comunidade e poder público. Mais do que uma nova ligação viária, a proposta combina mobilidade, moradia, serviços públicos e reorganização urbana. Os próximos passos mostrarão como esse planejamento poderá ser transformado em compromisso institucional e, posteriormente, em obra efetiva.

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