Sabesp leva recurso racional a 380 escolas estaduais

Após implantação do PURA, economia de água das escolas chegará a 7 milhões de litros por mês

A Sabesp e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo dão início à implementação do PURA (Programa de Uso Racional da Água) em mais 380 escolas da rede estadual. Com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, as ações envolvem reformas nos prédios e o uso de tecnologia para a economia de água, além do remanejamento de redes, campanhas educacionais, detecção e correção de vazamentos internos e acompanhamento do consumo em tempo real.

No total, a economia de água em todas as instituições de ensino beneficiadas chegará a 7 milhões de litros por mês, o que equivale ao consumo de 2.200 pessoas. Foram selecionadas escolas que estão localizadas nas áreas de atendimento dos Sistemas Cantareira e Alto Tietê, mais afetados pela crise hídrica que atingiu São Paulo entre 2014 e 2015.

Desde 2009, 627 escolas estaduais já receberam o PURA na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). No interior e no litoral do Estado, foram mais 559. Além do benefício ambiental, o PURA também proporciona redução de custos aos cofres públicos, já que as entidades públicas que participam do programa têm uma tarifa 25% menor. A estimativa é que sejam economizados R$ 250 mil por mês. Os recursos para a implantação do programa são do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), obtidos pela Secretaria da Educação.

E o retorno do investimento é rápido, como na Escola Estadual Padre Francisco João de Azevedo, no Parque do Castelo, zonal sul de São Paulo. Lá, foram investidos cerca de R$ 25 mil em 2014 para adequar as instalações da escola e com apenas nove meses de economia já foi possível cobrir a despesa das reformas. Nos doze meses anteriores ao PURA, a escola consumiu em média 108 mil litros por mês. Já no ano seguinte ao programa o consumo foi de 58 mil litros por mês, em média, o que representa uma redução de 54%.

As adequações prediais levam de 15 a 30 dias, dependendo da complexidade dos serviços necessários. São realizadas substituições nos encanamentos, instalação de aeradores nas torneiras, equipamentos antivandalismo nos banheiros e melhoria nas caixas-d’água, por exemplo. Na sequência, os profissionais que atuam no local passam por orientação educacional para mudarem o perfil de consumo e conscientizarem também os alunos. O cronograma das obras nas escolas é definido pela Secretaria da Educação e a previsão é que as 380 unidades estejam prontas em setembro deste ano.

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