Obras: Cotia inicia ações anti-enchentes

A Secretaria de Obras de Cotia está tomando uma série de providências para prevenção e diminuição dos riscos de alagamento ou enchentes no próximo verão. As medidas estão sendo tomadas já há algum tempo, desde que as chuvas pararam, no final de março deste ano, mas agora foram intensificadas.

De acordo com o prefeito Carlão Camargo, “as medidas tomadas visam preparar a cidade para as chuvas de verão, que se iniciam normalmente a partir de setembro. Determinamos todas as ações necessárias para que nada de prejudicial ocorra para os moradores naquele período e não serão poupados esforços para tanto”.

As ações estão sendo tomadas com auxílio da Defesa Civil do Município e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, além de contar com o apoio de todas as demais secretarias.

Bocas de Lobo

Para facilitar os trabalhos, a Secretaria de Obras está cadastrando, rua a rua, as bocas de lobo existentes e fazendo a limpeza dos mesmos. Apenas no Jardim Mirizola, mais de 40 bocas de lobo estão sendo limpas, mantidas ou reparadas. As bocas de lobo constituem-se de uma caixa para receber as águas das chuvas e de tubulação subterrânea que leva as águas para local de despejo adequado.

Assim, as equipes fazem primeiro a limpeza da caixa e, se necessário, os reparos nas tampas. Se notarem que as tubulações também estão sujas, entrará em ação outro equipamento, um caminhão hidrojateador para desobstrução da tubulação. Com isso, o caminho das águas fica totalmente desobstruído.

O principal problema, segundo o secretário de Obras, Antonio Melo, é o excesso de lixo jogado nas ruas pela população. “Não tem jeito”, diz o secretário. “Qualquer coisa colabora para obstruir a caixa de coleta de água, desde um pedacinho de papel até garrafas pet, latas de cerveja ou refrigerantes, lixo domiciliar, pedaços de madeira, e restos de construção, como pedras e cimento vindos de lavagem de reformas nas casas. Esses restos secam nas tubulações e acabam retendo a sujeira, fazendo com que ela se acumule e obstrua a tubulação”, concluiu o Secretário.

Córregos

Outro ponto que está merecendo a atenção da Secretária são os muitos córregos que cortam a cidade. De acordo com vistoria feita pela Defesa Civil, a maioria está com lixo jogado pela população, tendo sido retirados de córregos sofás, fogões, quadros de motocicletas e até uma geladeira.

Esses materiais vão parar nas pontes e acabam obstruindo a passagem das águas. Resultado: alagamento das ruas ao redor do córrego, enchentes nas casas vizinhas, transtorno para os moradores e perdas materiais, havendo o risco de perda de vidas humanas.

Por isso, os córregos estão sendo mapeados e limpos, com licenciamento do Meio Ambiente. Em 2009, segundo a Secretaria, no período de chuva houve dia em que foram constatados mais de 60 pontos de alagamento ao mesmo tempo.
Uma série de medidas tomadas entre 2009 e 2011 diminuíram ao máximo esses pontos. Pontes foram substituídas, aumentado o calibre das tubulações e os córregos foram limpos. No período de chuvas entre outubro de 2012 e março deste ano, houve alagamentos e enchentes pontuais, que, mapeados, devem ser corrigidos antes das chuvas. Entre eles, as ruas Phillipe Leiner, José Vitorello, no Rio Cotia, Dolores Duran, no Mirante da Mata; rua Ralph Bolli e ruas do entorno do córrego do Jardim Panorama.

Campanha

O prefeito Carlão Camargo autorizou que se faça ampla campanha de esclarecimento à população. Para isso, serão utilizados folhetos, que serão distribuídos à população, esclarecendo sobre os riscos de se jogar lixo, móveis ou entulhos nas ruas.

A campanha deverá ser feita também através de palestras da Defesa Civil, do Meio Ambiente e de Obras, em escolas, associações de bairros, templos e outros locais de afluência do público. Faixas também deverão ser colocadas em pontos estratégicos, e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano estará a postos para notificar e multar quem for pilhado jogando lixo nas ruas.

A campanha, segundo o prefeito, deverá ter caráter permanente, para conscientização da população dos riscos que corre com o desrespeito à natureza.

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