Cotidiano: “Pequeno Cotolengo não cessará atividades”, diz padre Claudinei

Apesar dos boatos que surgiram pela cidade de Cotia, a instituição São Luis Orione Cotolengo, o Pequeno Cotolengo, não cessará as suas atividades na cidade de Cotia.

“O que foi vendido pela Congregação Pequena Obra da Divina Providência, que cede os padres que aqui trabalham, foi 40% do terreno, o que não inclui os prédios onde funciona o Pequeno Cotolengo. Até mesmo o recinto onde está a escola será mantido, sendo demolido apenas um pequeno espaço para a acesso ao terreno vendido”, declara padre Claudinei, presidente da instituição São Luis Orione Cotolengo em Cotia.

De acordo com Claudinei, a saída da escola não tem uma relação direta com a venda do terreno, pois há um contrato de locação renovado anualmente pela Secretaria de Educação Estadual, porém este a ano o órgão público informou ao administrador do Cotolengo que o Estado não poderia mais locar imóveis para abrigar escolas, e sim ter imóveis próprios para esta finalidade.

“Ficamos preocupados com esta notícia, porque o contrato venceria em setembro, e para não afetar o ano escolar dos alunos, oferecemos para que o Estado utilizasse gratuitamente as dependências até o mês de dezembro”, diz Claudinei.

Para o padre, a decisão da saída da escola pelo Estado também afetará parte dos 107 internos atendidos pelo Cotolengo, pois terão que procurar outro lugar para estudar e até gerando novos gastos com transporte.

Com a venda do percentual vendido para uma incorporadora, que pretende conceber condomínios residenciais, serão construídos pela Congregação Pequena Obra da Divina Providência, três Cotolengos na África, sendo um deles em Moçambique, e um em Joinville, Santa Catarina.

“O Cotolengo não ficou rico com a venda do terreno, até porque o espaço não é do Cotolengo. Ainda precisamos de doações para continuarmos o trabalho que realizamos. Somos uma instituição de referência no tratamento e acolhimento de pessoas com deficiência física ou mental, e nos orgulhamos de que alguns dos antigos frequentadores do Cotolengo se tornaram políticos, empresários e atletas, como foi o caso de um esportista que representou o Brasil em jogos mundiais na Rússia”, afirma o padre.

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