Quando se fala em vício logo pensamos em drogas, cigarro, álcool, jogatina, entre outros. Porém, esta prática está ligada a uma questão mais ampla, sendo conhecida, também, como compulsão à internet ou internet-dependência.
Um estudo realizado por um instituto americano, apontou que o número de pessoas viciadas em smartphones cresceu quase 60% entre 2014 e 2015. Se antes eram 176 milhões de viciados, agora são 280 milhões.
A pesquisa aponta, ainda, o desafio de controlar toda uma geração que está crescendo diante de aparelhos eletrônicos, sejam eles: Celulares, tablets, notebook etc.
“Os indícios mais comuns em um viciado em internet, são: permanecer mais tempo on-line do que o programado, depressão ou instabilidade psíquica quando o uso da web está limitado e usar a rede para escapar de problemas ou regular o humor”, diz Sylvia Meira, psicóloga do Grupo de Dependências Tecnológicas dos Transtornos Impulsivos do Hospital das Clínicas da USP.
Alguns dos problemas decorrentes do uso excessivo da tecnologia são: distúrbios de sono; isolamento social no entorno familiar; ansiedade e agressividade quando impedidos de usar a tecnologia. Em diversos casos, é preciso ter um tratamento intensivo para deixar o vício.
“Inicialmente é feita uma pré-triagem e depois é realizado um processo de avaliação neuropsicológica e psiquiátrica. Na medida em que o paciente é diagnosticado, faz-se o encaminhamento para o atendimento em grupo. Paralelamente a este trabalho, é desenvolvido um programa de orientação às famílias destes pacientes, com reuniões quinzenais”, explica Sylvia.
O relacionamento familiar é um dos pontos importantes para o tratamento do vício, de acordo com a especialista, pois a família pode ajudar a controlar o impulso de se conectar à rede.
“Antes de tudo é fundamental que a família não confronte com agressividade ou violência o dependente, arrancando os cabos do aparelho ou ameaçando. Abertamente comentar a respeito do problema; Chamar a atenção das trocas de experiências da vida real pela virtual; Discutir alternativas de comportamento”, afirma a psicóloga.
Atualmente, os casos de compulsão à internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao fato de que a todo momento novas pessoas estão se conectando à rede, além dos atrativos novos que ela proporciona aos internautas veteranos, fazendo com que queira permanecer sempre conectados.
Um projeto de lei, em análise na Câmara dos Deputados, prevê a proibição do uso dos celulares nas salas de aula de todo o Brasil, dando um limite ao uso de aparelhos com conexão à web, sendo possível diminuir os casos de dependências. Por enquanto, quem dita as regras são os próprio pais e as instituições de ensino.
Por Giovanna Chagas













