Você tem compulsão por doces?

Segundo Sorella Mendes, coach em emagrecimento e psicoterapeuta, o problema é a nossa própria mente e a relação que ela nos faz estabelecer com a comida

Diversos estudos sobre emagrecimento dentro da neurociência já identificaram que a obesidade começa no cérebro. Dentre as principais causas para o aumento de peso, foram apontadas o estresse, a ansiedade e o sentimento de autoestima. Fatores esses que se não forem controlados, fica impossível conquistar e manter o peso desejado.

Existe uma infinidade de dietas para seguir, entre elas, a Low Carb, Dukan, Mediterrânea, Dash, Cetogênica e Vigilante do Peso. Grande parte das pessoas que lutam contra a balança, já fizeram pelo menos 2 ou 3 tentativas com dietas diferentes.

Segundo Sorella Mendes, coach em emagrecimento e psicoterapeuta, o problema não está na dieta escolhida, afinal cada organismo se adapta melhor a um tipo de cardápio. O grande vilão de tudo é a nossa própria mente e a relação que ela nos faz estabelecer com a comida, associando o ato de comer com sentimentos de ansiedade, compulsão, medo, angustias, fuga e muitos outros.

“O cérebro cria armadilhas mentais que nos prendem em um comportamento compulsivo em relação a comida e isso nos faz comer por fatores emocionais e não por fome de verdade, ou seja, a fome celular. Já ouvi milhares de pacientes no consultório falando como perdem o controle sobre o que comem quando estão tristes, desanimados ou com problemas na vida pessoal, profissional ou amorosa. ”, declara a psicoterapeuta.

 

 

Exercícios para evitar o consumo compulsivo

1.Pense numa comida que você sente nojo ou aversão.

2.Imagine um prato dessa comida bem na sua frente. Visualize mentalmente, sinta o cheiro e o desprazer daquele alimento em sua boca, incluindo o “nojo” ou repulsa, enquanto aperta o dedão e o dedo indicador. Continue sentindo de forma mais profunda todas essas sensações ruins enquanto o alimento está dentro da sua boca, tocando sua língua, descendo pela garganta, esôfago, até chegar em seu estômago, isso lhe causa náusea, enjoo, ao mesmo tempo em que aperta os dedos;

3.Agora pense na comida a qual deseja parar de comer compulsivamente e imagine-se em frente a um prato repleto desse alimento. Perceba, no entanto, que ela está muito misturada com a comida que você tem “nojo” ou repulsa, a ponto de alterar de forma, cheiro, sabor. É importante que você perceba – especificamente – o que modifica na sua percepção do alimento ao se dar conta de que houve uma mistura dos dois alimentos e como você se sente frente a esse alimento agora – e que altera dramaticamente – seu desejo de comer tal alimento. Experimente a “confusão” interna que gera e permita-se ver, ouvir e sentir em detalhes essa etapa;

4.Faça a imagem do alimento misturado ficar maior e maior, muito maior que você. Imagine-se atravessando essa massa gigante, como se estivesse num túnel desconfortável, com dificuldade para abrir caminho até o outro lado. Sinta o cheiro forte e o gosto daquilo que você não gosta por todo lado dentro daquele túnel sufocante!

5.Aperte o dedão e o indicador lembrando-se ao mesmo tempo de tudo que vê, ouve e sente da comida que você detesta presente nessa “mistura”. Em seguida imagine que você tenta comer o alimento como fazia, mas não consegue pois percebe o gosto e a textura dos dois alimentos misturados e não consegue engolir.

6.Pense na comida que deseja parar de comer e perceba como se sente agora. O ato de pressionar o dedão ao dedo indicador em determinados momentos promoverá um “efeito âncora”, ou seja, toda vez que você estiver em frente ao alimento que comia compulsivamente, pressione os dedos para que aquela sensação seja reestabelecida e você volte a sentir a aversão ao alimento e possa desenvolver o controle sobre ele.

7.Repita o processo quantas vezes for necessário, entre 21 e 30 vezes pelo menos, até que espontaneamente sua postura em relação ao alimente tenha se modificado.

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