Cotidiano: Até dia 15 será protocolado texto para Lei do Silêncio em Cotia

Um bairro com vida noturna agitada, onde bares e restaurantes atraem diversos frequentadores pode até fazer bem para a economia local, mas enquanto alguns se divertem, outros que residem nesses endereços encontram dificuldades obter um sono tranquilo.

Em São Paulo, por exemplo, onde foi adotado o Programa de Silêncio Urbano (Psiu), no ano de 2013 foram registradas 30 mil queixas e aplicadas 800 multas.

Em Cotia, o vereador Gustavo Napolitano pretende protocolar até o final da primeira quinzena de maio na Câmara, um texto similar ao Psiu de São Paulo, no qual combate a produção de sons em volumes exagerados entre às 22h e 7 h.

“Temos recebido muitas reclamações de excesso de barulhos e em volumes exagerados nas vizinhanças de alguns bairros. Não é novidade que isto é uma das maiores demonstrações de falta de respeito com o ser humano que convivemos ao nosso lado”, afirma Gustavo.

De acordo com o vereador, muitas vezes casas noturnas, estabelecimentos comerciais, buffets, e estabelecimentos que exploram sua atividade como shows, casamentos e festas, não tem o acondicionamento acústico correto, desenvolvem atividades até altas horas de nossa madrugada e tem incomodado demais seus vizinhos, por muitas vezes pessoas enfermas , idosos, crianças que não conseguem sequer dormir até às 6h.

“Desta forma, se por alguma razão você se colocar no lugar destas pessoas que sofrem com esta falta de educação por aqueles que atravessam a madrugada exalando sons sem quaiquer critérios de volume e sem critérios de horários, por favor, gostaria que assinassem este abaixo-assinado”, declara.

Em uma petição eletrônica promovida pelo vereador, muitos moradores da cidade se mostraram favoráveis a medida.

“É muito importante que haja uma lei que regularize isso, já que não existe o bom senso”, diz Silvia Logullo.

Para Márcia Mendes, veículos que transitam pelas ruas da cidade com o som em alto volume também incomoda. “[Carros emitindo] aquelas músicas com palavrões horríveis ,isso também tem que ser proibido, pois não somos obrigados a ouvir esse tipo de música”, declara.

Para o educador Matheus Portela, a conscientização dos jovens também é importante para reduzir o problema. “Mais eficaz seria iniciar esta uma campanha por meio de pequenas palestras em todas as escolas da região, com o objetivo de mobilizar os jovens para realmente se envolverem com a questão do respeito ao espaço e ao direito individual e coletivo, porque na maioria dos casos, são os principais responsáveis pelos excessos de volume alto pelas ruas e até altas horas da noite”.

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