Exposição: Até o dia 2 de novembro Itaú Cultural recebe Ocupação Laerte

Entre no labirinto do Minotauro. De 20 de setembro a 2 de novembro, ocorre no Itaú Cultural, em São Paulo, a Ocupação Laerte, uma retrospectiva que traz cerca de 2 mil trabalhos de um dos mais importantes nomes dos quadrinhos brasileiros.

Com curadoria do também quadrinista Rafael Coutinho, filho da artista, e cenografia de Fred Teixeira, a mostra aborda os percursos afetivo, político e criativo de Laerte. A abertura acontece no dia 20, a partir das 12h.

A figura do Minotauro – o monstro da mitologia grega que guarda um labirinto inescapável – é recorrente na produção da homenageada e inspira a cenografia.

O visitante percorre um espaço onde vários momentos da carreira se interligam: sua participação no movimento sindical e na luta pelas Diretas e pela anistia; a publicação de décadas nos maiores jornais do país; a parceria com Angeli, Glauco e Toninho Mendes na Circo Editorial, fundamental na história da HQ brasileira; a mudança de estilo a partir de 2004 e o ativismo nas questões de gênero.

“Hoje, o Laerte é o maior cartunista brasileiro”, reconheceu, “com raiva!”, Angeli, em entrevista ao site daOcupação.

Para André Dahmer, autor dos Malvados, “Laerte é tão importante quanto Robert Crumb e Millôr Fernandes”.

Laerte trabalha profissionalmente com quadrinhos desde a década de 1970. Foi fundadora, com o artista visual Luiz Gê, da revista universitária Balão, que revelou uma série de talentos na área dos quadrinhos. Venceu o 1º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1974.

Em 1978, fundou, com o jornalista Sérgio Gomes, a Oboré, agência especializada em material de comunicação para sindicatos e movimentos sociais. Na década de 1980, publicou na Circo, tanto nas revistas de outros desenhistas (como a Chiclete com Banana, de Angeli) quanto em sua própria, a Piratas do Tietê.

Publicou também, ao longo desse período, tiras e cartuns na Gazeta Mercantil, na Folha de S.Paulo e noEstado de S. Paulo, entre outros jornais. Criou nesses veículos dezenas de personagens – entre eles o Hugo (que se tornou Muriel), os Gatos, o Overman, o Fagundes, o Síndico.

Na década de 2000, terminado um “ciclo”, como ela conta, abandonou os personagens e passou a explorar outros tipos de narrativa: não só o humor, mas também o absurdo, a metalinguagem e a autobiografia, além de outros estilos de traço e materiais pictóricos.

Permanecem durante os 40 anos de produção uma inventividade surpreendente, uma visão política humanista e um olhar crítico e atento ao cotidiano. Você pode conhecer as tirinhas de personagens e das revistas de banca no site da artista e a “segunda fase” no blog Manual do Minotauro.

Serviço:

Ocupação Laerte

Sábado 20 de setembro a domingo 2 de novembro

Terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]

Sábado, domingo e feriado 11h às 20h

Avenida Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP

Piso térreo

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