Saiba como cuidar do emocional do seu cão

Saber o ambiente em que os pais do seu cachorro viveram e detectar se o animal tem excesso de medo, dificuldade de se socializar ou agressividade são os primeiros passos para os donos ajudarem seu amiguinho

Que os animais domésticos têm sentimentos, isso todo mundo já sabe. Mas, assim como o animal tem sentimentos positivos, ele também está vulnerável a desenvolver problemas emocionais. Neste caso, o veterinário do Clube de Cãompo, Aldo Macellaro, explica, principalmente no caso dos cães, como os donos podem detectar e combater os sintomas de problemas comportamentais e quais os tratamentos indicados para essa doença.

“Vários fatores podem contribuir para que o cão seja mais suscetível aos problemas comportamentais e emocionais. Um deles é saber em qual ambiente os pais dele foram criados. Por exemplo, se a cadela foi maltratada durante a gravidez, seus filhotes serão mais suscetíveis a terem problemas durante seu desenvolvimento”, comenta o Aldo Macellaro, veterinário do Clube de Cãompo.

De acordo com Macellaro, alguns fatores podem denunciar se o cão tem ou pode vir a ter problemas emocionais, como depressão, excesso de medo, dificuldade em se socializar em ambientes externos, ingestão de fezes, lambedura, micção involuntária, destruição de objetos, latido excessivo e agressividade que são alguns dos sintomas que merecem atenção dos donos.

“É da natureza do cão viver em matilha, em bando. Então, se o animal apresenta algum tipo de problema desta natureza, os donos precisam ajudá-lo a adotar uma nova rotina, como atividades físicas e programas de socialização com outros cães. Existem vários períodos que os cães atravessam durante seu desenvolvimento em que as oportunidades de apresentação de novas situações devem ser feitas, sempre de uma maneira positiva, para se adquirir o equilíbrio emocional na vida adulta”, explica Macellaro.

Para que o cão se sinta a vontade, ele precisa se familiarizar e estabelecer relações positivas com novos ambientes, se adaptando a tudo que está ao seu redor. Nesse caso, os donos desempenham um papel fundamental de não pressionar ou obrigar o cão a algo que naquele momento ele não está preparado ainda. “Esse é um tipo de atitude que pode aflorar no animal sensações negativas”, diz o veterinário.

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