Entenda mais sobre diabetes gestacional

Para prevenir é preciso evitar doces e o consumo excessivo de carboidratos

Qualquer gestante corre o risco de desenvolver diabetes gestacional. A doença atinge entre 3% e 8% das mulheres e torna a gravidez de alto risco. Podem ocorrer complicações para a mãe e para a criança, como parto prematuro (o risco é seis vezes maior), pré-eclâmpsia (hipertensão arterial específica da gestação), macrossomia fetal (quando o feto ganha muito peso), desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória no recém-nascido e risco de o bebê apresentar cardiopatias.

Por conta de tudo isso, é preciso acompanhamento desde o início da gravidez, ainda mais no caso de mulheres que têm casos de diabetes na família.

Mudanças hormonais que ocorrem nesse período alteram a ação da insulina, dificultando a entrada de glicose nas células. Para a maioria das mulheres, o corpo compensa esse desequilíbrio com o aumento da insulina, mas se ele não for suficiente, a taxa de glicose sobe e aparece o diabetes gestacional. Nesse caso, a glicose sanguínea elevada ultrapassa a barreira placentária podendo causar complicações.

No ambiente uterino, o problema é que a criança passa a viver com nível de glicose acima do normal. É possível também que o feto cresça mais que o desejado, apresente hipoglicemia neonatal, obesidade e desenvolva diabetes na vida adulta, além de problemas cardiovasculares.

Não há um consenso a respeito. A maioria dos especialistas leva em consideração níveis de glicemia em jejum e a presença de fatores de risco (gestação em idade avançada, maior peso corporal e história familiar de diabetes mellitus). Glicemias de jejum realizadas no início do pré-natal inferiores a 85 mg/dl (miligramas por decilitro) e sem fatores de risco são consideradas como rastreamento negativo para diabetes gestacional. Gestantes com glicemia de jejum entre 85 mg/dl e 125 mg/dl, com ou sem fatores de risco, ou com glicemia em jejum menor que 85 mg/dl, mas com fatores de risco, devem ser consideradas casos de rastreamento positivo para a doença. Nesse último caso é importante fazer o exame de curva glicêmica com sobrecarga de glicose na 24ª semana de gestação.

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