Anunciada há poucos dias a vitória da reeleição de Dilma, após uma campanha, ou melhor, uma batalha com troca de ofensas entre os candidatos e também seus eleitores. O resultado acirrado, que não era visto havia décadas, dividiu o povo brasileiro em duas grandes fatias: os que apostavam em um novo representante para mudar o cenário atual – ressaltando, neste item, o desejo de punição dos inúmeros casos de corrupção que culminaram manchando o nome de uma empresa brasileira, reconhecida internacionalmente, motivo de orgulho nacional, a Petrobras − e os que acreditam que o país vai bem e que a candidata reeleita honrará todas as mudanças com as quais se comprometeu durante sua campanha.
No seu primeiro pronunciamento, logo após a contagem final dos votos, Dilma Rousseff afirmou não acreditar nessa divisão política do país e propôs união ao povo brasileiro. Essa foi uma atitude de bom-tom, mas o que amedrontou, logo de cara, foi o fato de ela ter ignorado em seu discurso o adversário Aécio Neves. Seria um gesto de humildade e, no mínimo, de educação parabenizar o candidato que, por muito pouco, não afastou o Partido dos Trabalhadores do poder, situação que se mantém por 12 anos, e que agora se estenderá por sabe-se lá quantos.
Sou a favor da mudança, independentemente do partido. Não acredito em reeleição, e sim em continuidade. E acompanhando os resultados finais das urnas pela televisão, ansiosa como milhares de brasileiros, ouvi uma curiosidade sobre o Rio Grande do Sul que me atiçou: nenhum governador deste estado, até hoje, conseguiu a reeleição. Serão esses eleitores mais politizados que os eleitores do Nordeste? Mas por que Minas Gerais não apoiou seu conterrâneo e ex-governador? Motivos para discussões são muitos, e essa troca de opinião é extremamente saudável, desde que respeitosa, contrariando um dito popular que afirma: “política, religião e futebol não se discutem”. Uma coisa é certa: mudamos, de alguma forma, a cada nova demonstração no exercício da democracia, a cada vez que apertamos a tecla da urna e opinamos sobre o destino do nosso país.
Nesta edição apresentamos reportagens sobre o crescimento do nosso município, apontando problemas e sugerindo soluções. Conversamos com o prefeito de Cotia, especialistas em mobilidade urbana e empreendedores. Investigamos histórias que fazem parte do nosso passado. Esperamos que a vontade política, juntamente com a cooperação e participação da comunidade, possa planejar a estrutura da cidade para receber esse impulso econômico, que é bom e inevitável, mas respeitando nossos recursos naturais, que se encontram em situação muito delicada e que ainda são o motivo maior de vivermos aqui.
Boa leitura!E sigamos firmes, em frente!

















