Imóveis: Conheça cuidados e termos técnicos usados na hora de construir ou reformar

Por mais que o adjetivo não combine muito com os atos, mas reformar ou construir um imóvel, acredite, é algo muito, mas muito delicado mesmo.

Só quem não teve problemas com serviços prestados por maus profissionais da construção civil não consegue entender o parágrafo acima.

Paredes que em pouco tempo ganham infiltração, pisos que resolvem se elevar, instalações elétricas que dão shows pirotécnicos, e até mesmo portas que emperram e não obedecem o direito de ir e vir de seus proprietários são apenas alguns dos centenas de problemas que podem proporcionar obras mal executados.

Garimpamos do blog Casa e Imóveis algumas dicas preciosas e importantes para evitar futuras dores de cabeça na hora de reformar e construir.

Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos “faz-tudo” no mercado que na verdade não fazem nada.

Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes!

Reveja se tudo está contemplado – Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro.

Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado “x” tempo para a obra e um adicional de “y” tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso.

Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação.

Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra.

Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo?

Seguro de obra – Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio.

Entenda a metodologia – Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho.

Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não “sufoque” o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra.

Faça um recebimento de obra – Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação.

Conheça também alguns termos mais comuns da construção civil:

Adobe – Tijolo maciço realizado com argila (barro) cru, isto é, não cozido.

Agregado – Nome dado à areia (agregado miúdo ou fino) ou brita (agregado graúdo) utilizada para fabricar o betão. Também designado de inerte.

Andaime – Plataforma provisória utilizada para aceder a sítios não alcançáveis do solo ou de outra plataforma pré-existente.

Argamassa – Pasta de cimento e agregados finos usada para assentamento de peças e para revestimentos. Pode e deve ser usada cal na sua composição7

Amarração – Parte da armadura destinada a transmitir os esforços dessa peça para outra.

Baldrame – É um tipo comum de fundação para pequenas edificações. Constitui-se de uma viga, que pode ser de alvenaria, de concreto simples ou armado construída diretamente no solo, dentro de uma pequena vala. É mais empregada em casos de cargas leves como residência construídas sobre solo firme.

Brita – Agregado de diâmetro médio superior a 2mm

Cal Extinta – Nome dado ao Hidróxido de Cálcio (Ca(OH)2), que é obtido pela junção da Cal Virgem com água.

 Cal Virgem – Nome dado ao Óxido de Cálcio (CaO) antes de o juntar com a água.

Concreto – Material de construção composto por cimento, areia, brita e possivelmente adjuvantes. Deve ser classificado segundo uma das classes de resistência previstas em regulamento próprio

Concreto Armado – Que recebe uma armadura metálica para resistir aos esforços de tração da peça, enquanto que o betão propriamente dito resiste à compressão.

Ducto – Pequeno espaço que liga várias zonas do edifício onde se instalam tubos, cabos, etc.

Escora – Barra sujeita essencialmente a esforços axiais de compressão. No Brasil este termo é utilizado também como elemento de sustentação provisório, metálico ou de madeira, disposto sob as lajes e vigas, das estruturas de concreto, durante o seu processo de amadurecimento.

Fio de Prumo – Aparelho utilizado para verificar a verticalidade de uma superfície.

Geminadas – Designação dada a duas casas que têm uma parede comum.

Laje – Estrutura bidimensional plana destinada a receber esforços preferencialmente perpendicularmente ao seu plano. É usado como pavimento de pisos ou como Cobertura.

Nível – Aparelho utilizado para verificar a horizontalidade de uma superfície.

Pé-direito – Altura, medida pelo interior, entre o pavimento e a cobertura de um piso.

Reboco – Tipo de argamassa com que se alisam as paredes, preparando-a para receber a cal ou a pintura.

Sapata – Estrutura de interface entre os pilares ou paredes e a fundação. Pode ser contínua ou isolada. É a parte inferior do alicerce, portanto a mais larga; pode ser uma peça de madeira, metal ou concreto colocada sob o pilar que suporta o peso da construção ou uma peça em ferro colocada sobre a estaca para facilitar a cravação.

Talude – Plano inclinado que limita um aterro. Ele liga a plataforma continental à região abissal e tem como função garantir a estabilidade do aterro.

Verguinha – Nome dado a varões de aço de pequena secção transversal

Viga – Elemento estrutural de eixo horizontal submetido essencialmente à flexão.

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