Diversas apresentações marcaram a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

O dicionário define a palavra deficiência como: falta, lacuna, insuficiência, mutação cromossômica que consiste na perda de um pedaço de cromossomo.

Na prática, após uma semana de demonstração do que cada um é capaz de fazer, a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência revela que a incapacidade está na forma de olhar o cidadão “deficiente”.

Há uma lacuna a ser preenchida pela sociedade para que todos tenham a sensibilidade de notar o potencial presente em cada ser humano. Conhecimento, envolvimento e respeito são fatores fundamentais para que haja efetivamente a conscientização e a discussão dos assuntos que asseguram a garantia e a defesa do direito de todos numa sociedade mais justa e igualitária.

“Para aproximar a sociedade civil destas discussões e promover o fortalecimento das questões em torno da pessoa com deficiência levamos o evento de encerramento da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência para a Praça da Matriz com apresentações e exposições”, disse o Presidente do CMDDPcD, Paulo Zanella.

Elaborada e organizada pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e realizada de 24 a 29 de agosto, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, a programação envolveu entidades ligadas ao conselho e à Secretaria da Educação, por meio do Departamento de Educação Especial.

Apresentações, exposições e palestras marcaram a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência “como um momento para trazer a discussão à tona e promover o fortalecimento e a valorização da pessoa com deficiência. É um conselho com atuação voluntária e precisamos sempre da participação da população para melhorar e aprimorar as nossas ações”, acrescentou Paulo Zanella.

Na Praça da Matriz, as instituições participantes APAE,Departamento de Educação Especial da Secretaria da Educação, ADHARA, Pequeno Cotolengo e FADA expuseram seus trabalhos e distribuíram panfletos sobre o atendimento.

Entre os itens colocados em exposição e para comercialização, destaque para a qualidade e beleza dos produtos que demonstramo talento e a habilidade dos atendidos pelas instituições e responsáveis pela produção.  São itens desde panos de prato, desenhos, artesanato,acessórios, materiais utilizados no desenvolvimento dos alunos, bolachas artesanais e o livro “Sem Limites” de autoria de Carlos Eduardo.

O grupo de Street Som formado por Jhonatan Miranda, Matheus Sousa e Anderson Santos fez algumas apresentações de breaking.  Entre os componentes do Street Som, que já atua há seis anos, Jhonatan afirmou que usa prótese e ressaltou que muitas pessoas são carentes de informação.”Eventos como este são ocasiões em que a população pode ter mais acesso à informação e sobre os seus direitos”.

O vice-presidente do CMDDPcD, Paulo Generoso falou sobre a importância da participação da sociedade, do poder público e das entidades junto ao conselho. “O conselho pode aconselhar, fiscalizar e propor políticas públicas, mas não pode fazer nada sozinho. Podemos potencializar os resultados com a participação de todos na discussão de temas que envolvem não somente as necessidades das pessoas com deficiência mas também dos idosos.”

Durante o período das 10 h às 14h, os conselheiros, funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social e os órgãos envolvidos como evento permaneceram na Praça da Matriz com a exposição e com o trabalho de orientação ao público sobre as ações do conselho e das instituições.

Saiba mais sobre o CMDDPcD – Conselho Municipal de Defesados Direitos da Pessoa com Deficiência

Instituído em 23 de julho de 2008, Lei Municipal nº1461, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Cotia é responsável por acompanhar e avaliar as ações e políticas voltadas para apessoa com deficiência, propondo alterações consideradas necessárias.

As reuniões acontecem toda segunda quarta-feira do mês, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, situado à Rua José Augusto Pedroso, 235 – Vila São Francisco – Cotia (Telefone: 4614-0663 ou 4703-3549).

Cabe ao conselho ainda propor políticas e estimular campanhas de sensibilização e de conscientização e/ou programas educativos, a serem desenvolvidas por órgãos municipais e/ou em parceria com entidades da sociedade civil, no âmbito de sua competência.

Artigo anteriorRenomados chefs brasileiros apoiam a oitava edição do Acorde Gastronômico
Próximo artigoPrimeiro Borboletário de São Paulo é ideal para passeio ao ar livre