O município de Cotia está inserido na lista do Ministério da Saúde como uma das cidades com surto ativo de sarampo. Por este motivo, a partir desta quinta-feira (22), as Unidades Básicas de Saúde vão intensificar as vacinas em bebês de seis meses a menores de um ano. A medida, segundo o ministério, visa intensificar a vacinação nesse público-alvo da doença, que é mais suscetível a casos graves e óbitos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, Cotia já tem dois casos confirmados de sarampo. Na região, outros cinco municípios também estão inseridos na lista: Barueri com seis casos; Carapicuíba com três; Araçariguama com três; Jandira com um e Osasco com 15. Ao todo, 74 cidades paulistas são alvos da vacina.
A Secretaria de Saúde de São Paulo explica que a vacina que será aplicada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. No caso dos bebês que vão viajar para esses locais, a vacinação deve ser feita pelo menos 15 dias antes do deslocamento, recomenda a pasta.
“A aplicação da chamada ‘dose D’ visa proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança, ou seja, os pais ou responsáveis deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela”, explicou em nota.
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, a preocupação com essa faixa etária é porque em surtos anteriores foram as crianças menores de um ano que evoluíram para casos mais graves e óbitos. “Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas”, esclareceu.
“Os municípios devem seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença. Além disso, as pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada podem procurar um posto de vacinação, de preferência com a carteira vacinal, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação da dose”, concluiu a Secretaria de Saúde de SP.
Por José Rossi Neto 
 

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