Ajudante de Papai Noel

Passamos um tempo com o Papai Noel e descobrimos as mudanças natalinas na última década.

Tirem as crianças da frente do computador, pois suas cabecinhas cheias de ilusões sobre Papais Noéis e Coelhinhos da Páscoa não devem ser deturpados pelo texto a seguir, que fala sobre a verdade nua e crua sobre a figura do bom velhinho que figura todos os sábados em um dos principais shopping Centers da região.

Tudo bem, o início do texto ficou sensacionalista, mas as histórias e impressões de Aderbal Martins Sales, de 55 anos, 11 deles dedicados todos os finais de ano à atuação de um dos principais personagens do Natal, o Papai Noel, são bem interessantes.

“Aqui no Shopping Granja Vianna completo o meu 11º ano como Papai Noel, e tenho levado estas atuações como dádivas proporcionadas por Deus”, declara Aderbal, que iniciou a sua carreira quando vendia chocolates, e uma publicitária o contratou, pois achou que ele era a personificação do bom velhinho.

Aderbal já teve diversas profissões como ajudante de cozinha, barmen, balconista, churrasqueiro, vendedor, mas é atuando como Papai Noel que o vendedor de antiguidades, atividades que exerce durante o ano, se realiza.

Casado há 15 anos e com dois filhos, o Papai Noel do Granja Vianna tem notado as mudanças na data festiva nos últimos anos.

“As ações dos centros de compras têm começado cada vez mais cedo. Um shopping Center de São Paulo já tinha toda a sua decoração pronta desde 27 de outubro, só à espera do Papai Noel”, declara.

Outra mudança que Aderbal tem notado é principal pedido das crianças ao Papai Noel.

“De cada 10 crianças que vem falar comigo, pelo menos 4 delas falam que querem um tablet de presente de Natal. Nunca um produto foi tão pedido nesta época do ano”.

Falando em tablet, outra coisa tem mudado a cada Natal por conta da enxurrada de informação que as crianças adquirem com o uso da internet: a faixa etária dos pequenos que acreditam em Papai Noel.

“Quando comecei a atuar nos shopping centers, eu via que até pré-adolescentes com até 12 anos de idade que tinha a ilusão natalina da existência do Papai Noel. Nesses 11 anos, a idade das crianças que crêem em Papai Noel caiu para cinco ou seis anos”, diz Aderbal.

De acordo com o bom velhinho, dois pedidos o comoveram muito: quando um menino de oito anos, ao prantos, pediu para que ele trouxesse seu pai que estava à trabalho no Japão, e uma menina com leucemia pediu que fosse curada.

“Quando acontece isso converso bastante com eles e tanto confortá-los. É nessas horas que vejo esta função como uma missão Divina”, declara.

Aderbal diz que uma de suas missões mais engraçadas foi levar uma prancha de surf e um cão da raça rottweiler a um apartamento, solicitado pelo pai de uma menina.

“Eu segurava a prancha com uma mão e o cachorro tentava fugir da outra. Mas o trabalho sempre compensa ao ver o sorriso da criança quando vê os presentes”, finaliza o Papai Noel granjeiro.

Artigo anteriorRPM imortal
Próximo artigoCardápio de férias