Manter uma alimentação saudável é possível – até nas festas de fim de ano.
Quando chega esta época do ano, muitas pessoas, por afobação ou falta de planejamos, se alimentam mal durantes as férias, e frequentemente, pela ausência desse controle nutricional, terminam estragando a viagem por indigestões ou causas piores.
Para ajudar nossos leitores a não cair nas armadilhas dos alimentos industrializados e fast foods da estrada conversamos com a nutricionista Rosita Canovas Galdino, profissional com 15 anos de experiência em Nutrição Clinica.
Revista Circuito (RC): Quando uma pessoa sai de sua residência para viajar, para obter uma alimentação balanceada, quais são as premissas?
Rosita Canovas Galdino (RCG): Não ficar deslumbrado com o café da manhã de hotel, procurar sempre alimentos saudáveis e equilibrados, verifique sempre a gastronomia do hotel e veja as opções que lhe agrade.
No café da manhã para não cair na tentação, coma um omelete com frutas e suco de frutas. A omelete é rica em proteínas e dá um poder de saciedade incrível assim você não escorrega na dieta e faz uma alimentação saudável.
Experimentar os alimentos regionais do local. Por exemplo, se for para o Nordeste, experimente frutas ou sucos e não fique só no refrigerante.
RC: Quais os maiores erros das pessoas em relação à alimentação?
RCG: Ingere pouca folha verde e quando come coloca 02 folhinhas
Para se reeducar leva tempo, paciência e tolerância consigo.
Outro erro é não variar, ingere sempre os mesmos alimentos. O ser humano evita sair da rotina.
Ingere suco de laranja na refeição, que é de alto índice glicêmico. Para quem quer perder peso não é recomendável.
Ingere muitos alimentos lácteos sem necessidade.
Evita jantar a noite e come sanduíche.
Come muito alimento industrializado.
Ingere produtos de padaria com farinha branca e muito açúcar.
Ingere pouca fibra.
Toda sexta ou sábado come pizza .
Pula refeições.
Não ingere água.
Coloca uma fruta ou nenhuma ao longo do dia.
Belisca alimentos com pouco nutriente e muito açúcar ou sal.
Tem dores e desconforto no aparelho digestivo e não procura um profissional na área de saúde.
RC: De acordo com sua experiência na área, quais as faixas etárias que mais erram na hora de se alimentar? Por quê?
RCG: Infelizmente todas as faixas etárias estão com problemas. As crianças são as mais afetadas, porque os pais trabalham fora e não tem tempo de fazer a alimentação no lar.
As escolas estão ofertando nas cantinas alimentos nada saudáveis. Isso é tão claro que qualquer pessoa pode observar o nível de obesidade das crianças nas ruas, shopping centers, etc.
A oferta de produtos industrializados com “embalagens maravilhosas”, querendo passar que dentro há um alimento saudável e por trás é pura ilusão. Suco de fruta em caixinha que não é suco, e sim néctar de fruta, ou seja, mistura de açúcar, suco de fruta e água, e a indústria de alimentos estão enriquecendo cada dia mais com a venda desta ilusão.
As pessoas passaram a comer fora de casa. Comem muito alimento industrializado, que é um alimento morto, rico em açúcar e sal, porque todos querem praticidade, facilidade e rapidez. Acham perda de tempo gastar um tempinho com a saúde.
O que mais ouço no consultório é não sei cozinhar, não quero cortar uma fruta e por aí vai.
RC: Vamos colocar algumas situações. Férias na praia: Qual a melhor forma de manter uma alimentação saudável e não estragar as férias? O que pode e o que não pode quando passar um dia na praia?
RCG: Fique atento:
Evite os alimentos vendidos na praia, pois, não sabemos como são elaborados exemplo: Não sabemos se manipularam os alimentos adequadamente. Já vi barracas de praia com os funcionários usando máscaras e luvas, porém isto não define padrões de higiene, pois o que importa são os procedimentos na higienização das mãos o acondicionamento dos alimentos. Mãos de manipuladores mal lavadas podem causar diarreia e você vai estragar uns dias de seu descanso!
RC: O que levar para comer na praia?
RCG: Para não cair em tentação, leve uma bolsa térmica com frutas rica em água (melão picado, ameixa, pêra ou laranja descascada), ou também cenoura palito, pepino palito tempere com azeite. Todos esses alimentos ajudam a hidratar e é fácil de carregar na bolsa.
Se for ficar o dia todo, faça sanduíches com pão integral, peito de peru, tomate, azeite e orégano e acondicione em papel alumínio e coloque na bolsa térmica.
Água de coco à vontade ou leve água gelada.
RC: E o que evitar comer na praia?
RCG: Para o bem do seu cabelo, unhas, pele e pelo amor que você tem ao seu aparelho digestivo evite a todo custo:
Frituras, a campeã de consumo na praia, é devastadora para o aparelho digestivo. E convenhamos, sol e fritura não combinam.
Salgadinhos de pacote. Vejo as Mães ofertando esse tipo de alimento para as crianças. Sal e Sol versus acumulo de líquido, igual à celulite. Que tal?
Bebidas destiladas, whisky, vodka, caipirinha, qualquer bebida alcoólica desidrata, mas as destiladas são as piores.
Refrigerante, evite. Não hidrata nosso corpo, além do que não oferta nutriente e sim química. Nosso organismo não entende produtos químicos e os transformam em toxinas.
Caso queira comer na praia, Alimentos vendidos mais seguros:
milho cozido
Sorvete de fruta, de procedência conhecida
Água de coco
Biscoito de polvilho
RC: Férias no campo: Há diferença na alimentação para quem pretende viajar para regiões campestre onde a diversão é, por exemplo, cavalgar ou praticar caminhadas em trilhas?
RCG: Cavalgadas, Caminhadas e Trilhas
Se for um lugar frio o que muda são as preparações dos alimentos. Em lugar frio o corpo pede alimentos como, bebida quente, preparações de forn
o, mas sempre pensando numa alimentação saudável, como por exemplo, banana assada com canela vai muito bem no inverno, pois a canela é uma especiaria que esquenta o corpo.
Se for cavalgar em lugar frio, levar chá quente em uma garrafa térmica é uma boa pedida. Devemos avaliar o tempo de passeio. Geralmente estes roteiros são rápidos, com cerca de duas à quatro horas. Se você fez um bom café da manhã, não tem necessidade de ficar consumindo lanche com pão. Leve frutas, frutas secas, castanhas ou barrinhas de cereais, e nunca se esquecer da água. Tudo vai depender do percurso da trilha e dos quilômetros percorridos.
Existem pessoas que praticam ecoturismo com frequência e fazem trilha o dia todo. Geralmente são profissionais que contam com educadores físicos ou nutricionista para avaliar os percursos e indicar vários alimentos repositores de energia, mas é um caso a parte.
RC: Qual o tempo de descanso para a digestão?
RCG: Duas horas são suficientes
RC: E o tempo entre refeições?
RCG: Depende deve ser avaliada cada pessoa é única, porém 03 em 03 horas é um tempo bom.
RC: Viagens rápidas: Algumas pessoas não conseguem tirar períodos mais longos de férias, mas querem aproveitar um dia com parentes. Para esta pessoa que opta por fazer o famoso bate e volta e vai encarar uma longa jornada na estrada, a alimentação é diferenciada?
RCG: Eu dou a sugestão da bolsa térmica leve no carro e coloque frutas, água, barras de cereais, sanduíche preparado em casa, à mesma sugestão de um dia de praia. Aqui temos uma exceção à pessoa vai se encontrar com parentes, ou seja, ela vai fazer uma refeição no local de destino.
RC: Paradas: Durante as viagens, nas estradas existem diversos pontos de paradas com restaurantes e lanchonetes. O que se deve comer e do que se deve fugir nesses paraísos do fast food?
RCG: Em primeiro lugar se você tiver consideração por você e pelo seu corpo, não vai achar aquele local o paraíso e sim um local inadequado, tudo depende do olhar, ou vai achar alimentos saudáveis para comer.
Se for consumir só um lanche:
Leve frutas na bolsa ou compre no local.
Ingira água, ou água de coco ou chá verde ou branco em lata.
Geralmente nesses locais vendem iogurtes (verifique o prazo de validade).
Para não consumir frituras e alimentos calóricos opte por biscoito de polvilho, mas não coma o pacote inteiro. Entre dez e 15 unidades estão excelente, o resto é excedente.
Peça um sanduíche de frango grelhado com pão e tomate.
Existem paradas que servem refeições, porém se for almoçar ou jantar nessas paradas, opte por alimentos saudáveis, grelhados, assados ou cozidos, dois tipos de legumes cozidos, arroz ou batata.
CR: Climas diferentes: Qual a diferença de um cardápio saudável para turista de locais quentes, como o nordeste, e turista de locais mais frios, como no extremo sul do Brasil?
CRG: Em qualquer lugar do Brasil e do mundo evitar as frituras e alimentos com muito açúcar, verificar o local que vai fazer a refeição para não cair em roubadas.
Nordeste
Escolher alimentos que são ofertados no local como alimentos regionais, frutas do local é sempre bom experimentar.
Turista que vai para local quente como o Nordeste, deve dar preferência aos peixes, frutas, tapioca, mandioca, água de coco.
Local frio
Não ache que podemos comer todo o queijo e chocolate que existe no local não é bem assim, dê preferência a produtos assados, bebidas quentes, chá chimarrão, o que muda são as preparações o corpo solicita bebidas e alimentos que vão oferecer conforto térmico, chá de gengibre, canela, cravo.
Para saber mais sobre o assunto, a nutricionista Rosita Canovas Galdino atende em seus consultório, localizado no Espaço Saúde Consciente, na rua Damasco, 51 – Cotia. (Telefone: (11) 4702-5535 ou (11) 99620-4980.











