Cotidiano: Moradores do Euroville divergem sobre gansos no lago

Tudo começou há 14 anos, quando um dos moradores comprou um casal de gansos para o lago do condomínio Euroville, localizado dentro de bairro da Fazendinha – Carapicuíba. Mas o que ‘ninguém’ contava é que a população de gansos chegasse a 70 aves e causasse conflito entre os moradores do local.

Para resolver este impasse, condôminos se reunirão hoje (8/4) no Euroville para decidir o destino dos gansos.

“Queremos que as aves permaneçam no lago, mas gostaríamos que o condomínio oferecesse melhores condições aos gansos, diz Cláudia Capuano. “Hoje o condomínio oferece a metade das rações, e a Adelaide Ferraz, uma das moradoras, complementa a alimentação, mas quando chove, eles não tem um local para se alimentar”.

Para a moradora Sônia Ballesteros, a permanência dos gansos no local fere o ecossistema local.

“Temos um laudo que aponta que o lago do condomínio Euroville é visitado anualmente por uma série de aves migratórias como os irerês, que são “marrecos aquáticos” que interagem com as aves domésticas introduzidas. Estas por sua vez, podem contaminar as aves migratórias com enfermidades, que poderão disseminar  estas doenças para outros animais silvestres dos ecossistemas do país e até de outros continentes, como foi o caso da Gripe Aviária H1N1” declara Sônia.

Para Cláudia, se é para por motivos de preservação, também seria interessante então retirar o playground e a pista de skate, que estão localizados em área de manancial.

De acordo com um dos laudos enviados por Sônia, assinado por Silvana Schimer, bióloga do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) do Departamento Parques de Áreas Verdes, para começar a minimizar os efeitos danosos já causados pela criação destas aves domésticas no ecossistema aquático recomenda-se a retirada imediata do maior número de aves domésticas do local, o quanto antes.

“Sem fazer uma avaliação mais aprofundada acredito que, no máximo, deveriam ser mantidos cinco casais de aves domésticas, que deverão ser esterilizadas por profissionais da área, evitando-se assim sua proliferação e, na medida que fossem tendo óbito”, declara a bióloga.

Os moradores se reunirão para discutir o impasse.

Artigo anteriorCidadania: Carapicuíba capacita voluntárias do Brasil Alfabetizado
Próximo artigoEsporte: Atleta de São Paulo vence 2ª etapa de Tiro com Arco