A data de 1º de dezembro é marcada pelo Dia Internacional da Luta contra a AIDS, mas enquanto em alguns países tem muitos motivos comemorar o decréscimo no número de casos, o acesso da população à informação sobre a doença e acesso de pacientes aos medicamentos, em outros lugares, como no continente africano, a ignorância, falsas crenças e pobreza aumentam o número de casos.
No último dia 27 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório afirmando que 75% das pessoas que têm aids e precisam de tratamento antirretroviral na América Latina e no Caribe o recebem.
Ainda na mesma pesquisa, realizada em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), apresentada na cidade de Buenos Aires, na Argentina, em dezembro de 2012, três a cada quatro pessoas, aproximadamente 725 mil cidadãos, que precisam de tratamento antirretroviral (TAR) o recebem, 7% a mais em relação a 2010 e 2% a mais se comparado a 2011.
Com certeza esta é uma ótima notícia, e pode prolongar e dar qualidade de vida aos pacientes.
A Argentina, Guiana, México Barbados, Brasil, Chile e Cuba, durante o ano de 2012, alcançaram o acesso universal ao tratamento, o que significa que superaram 80% de pacientes cobertos.
Já a Jamaica, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Trinidad, Tobago. Venezuela Bahamas, Belize e Costa Rica estão perto de alcançar esta meta, com uma cobertura próxima ou maior a 70%.
Já nos países africanos, crenças e atitudes absurdas como, passar o preservativo pelo corpo é possível obter proteção contra o HIV e para curar-se da Aids, basta assassinar pessoas albinas (doença genética que deixa a pessoa com pouca ou nenhuma pigmentação na pele, cabelo e olhos) tem aumentado o número de infectados.
No dia 25 de novembro, a OMS começou mais uma campanha para as questões que envolvem adolescentes que necessitam de serviços para amenizar os malefícios do vírus HIV, com orientação, tratamento, prevenção e apoio para adolescentes de 10 a 19.
De acordo com a instituição Mais de 2 milhões de adolescentes vivem com o HIV na áfrica subsaariana.
Apesar desses dados, ainda a uma centelha de esperança. Dados da Organização das Nações Unidas (Onu) apontou que o ano de 2009, número de crianças infetadas pelo HIV foi reduzido em 50% ou mais na África do Sul, Botsuana, Etiópia, Gana, Malauí, Namíbia e Zâmbia. Tanzânia e o Zimbábue.
Houve menos 130 mil novas infecções pelo HIV entre crianças nos 21 países analisados – queda de 38% desde 2009.
O documento se concentra em 22 países que apresentam 90% das novas infecções pelo HIV entre as crianças. O presente relatório mostra os progressos realizados pelos 21 países da África Subsaariana e alguns dos desafios enfrentados para cumprir as metas.
Embora destaque a redução no número de novas contaminação pelo vírus, o documento afirma que medidas urgentes devem ser tomadas para melhorar o diagnóstico precoce do HIV em crianças e garantir o acesso imediato ao tratamento antirretroviral.













