Circuito das Águas: Até o ano de 2018, 85% do esgoto de Cotia será tratado

Como havíamos feito no ano de 2011, acompanhamos o curso dos rios da região para verificar como está a saúde do que deveria ser uma das grandes preciosidades da cidade, e verificamos que está tudo muito bem com eles. Só Que Não!

O município de Cotia está localizado às margens do Rio Cotia, afluente do Rio Tietê, na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, trecho Pinheiros-Pirapora. Na região, há o sistema de abastecimento denominado Alto Cotia, também conhecido como Morro Grande, que é formado pelos reservatórios Pedro Beicht e Graça, por meio do represamento do Rio Cotia.

Mas no percurso dos rios, o grande volume de lixo e esgoto deveria ser vergonhoso aos munícipes, pois são atos que não dependem apenas da administração pública para mantê-lo limpo.

As centenas e mais centenas de embalagens de refrigerante chega a dar a sensação que realmente ali é o lugar delas, e provavelmente a falta de educação de que as atirou no rio Cotia determina esta ação.

A proximidade das casas aos rios e córregos da região tem contribuído para a poluição das águas, pois em alguns casos, ao abrir a janela, o morador já pode atirar o seu lixo no leito.

“A ocupação desordenada que aconteceu no anos de 1980 contribui com esse quadro, pois em muitos domicílios o esgoto é jogado diretamente no corpo hídrico da cidade, formando um esgoto a céu aberto”, diz Patrícia Machado, diretora da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura da cidade de Cotia.

Hoje em dia apenas 35% do esgoto da cidade é tratado, mas de acordo com a diretora, este quadro pode mudar até o ano de 2018.

“Firmamos uma parceria com a Sabesp para que até o ano de 2018, cerca de 85% do esgoto que sai das residências sejam tratados”, afirma Patrícia.

De acordo com a diretora, ações já estão sendo tomadas, como regularização do esgoto das residências localizadas na rua Beija Flor, próxima ao rio das Pedras.

“No logradouro, 4 mil residências já foram notificadas e orientadas par a regularização do esgoto”, declara.

O departamento de comunicação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que, em parceria com Prefeitura de Cotia, realiza testes nos imóveis da bacia do Córrego Ribeirão das Pedras para identificar aqueles que não estão conectados à rede coletora de esgotos. Os imóveis que fazem o despejo irregular são repassados para a prefeitura que fica incumbida de notificá-los a solicitar a ligação de esgoto junto à Sabesp.

Toda a região já possui sistema de coleta e com a regularização dos imóveis será possível encaminhar os esgotos para o devido tratamento, proporcionando a despoluição do Ribeirão das Pedras.

Para Milton de Oliveira, superintendente da Unidade de Negócio Oeste da Sabesp, o esgoto não é o único poluente dos cursos d’água. O lixo e a poluição que ficam nas ruas (e são arrastados depois pela chuva) também contaminam a água, o que é chamado de poluição difusa. Portanto, é muito importante que outras ações, que não dependem apenas da Sabesp, sejam feitas.

“Em Cotia, a Sabesp desenvolve diversas ações para ampliar a coleta e tratamento de esgotos que vão contribuir para a despoluição de rios e córregos, além de levar mais saúde e qualidade de vida à população. Nas áreas que já são atendidas com o sistema de esgotamento, é dever do morador providenciar a correta conexão do imóvel à rede coletora”, diz o superintendente.

De acordo com Milton, no rio Cotia, principal curso de água que corta a cidade, e em época de cheias da represa Pedro Beicht (que não é o caso no momento) recebe suas, está em fase final de construção seis estações elevatórias de esgoto nos bairros Granja Viana, Moinho Velho, Rio Cotia, Santa Rita de Cássia, Mirante da Mata e Jardim Sandra. As obras permitirão encaminhar os efluentes para tratamento, colaborando para a despoluição do Rio Cotia.

“A Sabesp também deu início ao programa Córrego Limpo no Jardim Leonor, onde existe um afluente do Rio Cotia. Na região desta bacia, a companhia realiza a inspeção das redes já existentes para então identificar as ações necessárias que garantirão a despoluição do córrego”, diz Milton.

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