Bruta Flor fala sobre preconceitos e homofobia

E se você pudesse voltar ao passado, faria tudo diferente?

Após emplacar uma série de trabalhos na teledramaturgia, o ator Márcio Rosário decidiu voltar ao teatro, onde começou a carreira, porém trocando de lado. Assumiu as funções de diretor e produtor do espetáculo Bruta Flor, que estreia em novembro, em São Paulo.

Para o elenco, ele convidou três talentos da nova geração: Léo Rosa, o Átila da novela Escrava Mãe (Record), Lidi Lisboa, a Esméria da mesma trama, e Pedro Lemos, que interpretou Tobias em Chiquititas (SBT).

O trio mergulhou sem rede de proteção num texto denso e potencialmente polêmico, que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica. O tema não poderia ser mais atual, pois hoje o Brasil vive uma onda de intolerância contra a diversidade sexual.

O espetáculo “Bruta Flor” tem texto de Vitor Oliveira (colaborador de novelas de sucessos como: O Astro e I Love Paraisópolis) e Carlos Fernando Barros.

A trama aborda o relacionamento de Lucas e Miguel que se encontram presos em um lugar desconhecido e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência, quando numa noite de bebedeira, os dois acabam transando.

Miguel vai estudar em Londres e eles se afastam. Mais de 10 anos depois, Miguel volta para o Brasil e reencontra Lucas no metrô. Lucas está casado e prestes a ser pai do seu antigo namoro com Simone, mas o reencontro com Miguel traz à tona sentimentos que ele até então desconhecia. Lucas e Miguel se tornam amantes.

A relação vai ganhando contornos dramáticos quando Lucas entra em conflito com a aceitação de sua homossexualidade e a obsessão que sente por Miguel.

“O texto inédito chegou em boa hora porque eu queria muito falar sobre preconceitos e homofobia. A abordagem é profunda e há uma dose de espiritualidade. Soube de cara que era a peça que eu procurava”, declara Márcio Rosário.

De acordo com o diretor e produtor, os temas abordados são polêmicos e há cenas de nudez, necessárias ao contexto.

“Procurei atores corajosos, sem pudor de aparecer nus, sem nenhum preconceito, interessados em realizar um trabalho relevante. Consegui um elenco talentoso e estudioso que respeitam a proposta dramatúrgica, a minha visão do espetáculo e a arte em geral”, afirma.

A trilha sonora é de Cida Moreira e a cenografia e figurinos são da ilustradora e artista plástica Maureen Miranda, com produção executiva de Marina Trindade.

“Bruta Flor traz à tona uma nova discussão sobre a bissexualidade e homossexualidade por um angulo espiritual ainda não muito discutido no cenário teatral”, diz Rosário.


Serviço:

Bruta Flor

Até dia 18 de dezembro

Sextas Feiras: 21h30

Sábados: 22h

Domingos: 20h30

Ingressos: R$60 e $30 (valores normais) e R$50 e R$25 (antecipados).

Piso Cinema do Raposo Shopping

(Rod. Raposo Tavares, km 14,5 – Jardim Boa Vista – São Paulo/SP)

Classificação indicativa para maiores de 16 anos


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