Coletivos reagem contra o aumento da tarifa em Cotia

Foi lançado, nesta segunda-feira (21), um abaixo-assinado na internet. Ainda hoje, os movimentos sairão às ruas de Cotia em protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus municipais

Coletivos culturais e sociais de Cotia reagiram contra o aumento da tarifa municipal dos ônibus, que foi de R$4,35 para R$4,50, desde quarta-feira (16). Hoje, a partir das 17h, haverá uma manifestação que deve percorrer o centro da cidade.
Outro protesto dos coletivos foi pela internet. Nesta segunda-feira (21), várias entidades lançaram um abaixo-assinado contra o reajuste da tarifa. No texto do documento, os grupos questionam a falta de transparência com os dados que justificam o valor cobrado (veja o texto do abaixo-assinado no final da matéria).
Entre as reivindicações, os grupos contestam o contrato que a Prefeitura de Cotia tem com a empresa Viação Raposo Tavares, onde alega que ‘precisam de 14 milhões de passageiros’. No entanto, segundo a carta, ‘a empresa diz que houve um déficit de 11 milhões de passageiros no ano anterior’. “Mas não foi divulgado os dados comprovados e de quem fiscalizou a informação. Pois isto fere os princípios básicos da publicidade dos atos oficiais”, diz o texto.
A carta do abaixo-assinado finaliza dizendo que o aumento da tarifa impacta diariamente na renda mensal de cada família. Isso acontece, segundo os coletivos, porque acaba impossibilitando os cotianos de conseguirem emprego fora da cidade, pois as empresas se recusam a pagar o valor total do transporte.
“O aumento impossibilita a população de se locomover pela cidade e, consequentemente, influencia na atividade econômica, diminuindo a receita.”
ABAIXO-ASSINADO
Nós dos coletivos de Cotia nos manifestamos nesta carta para a redução da tarifa municipal que aumentou de R$4,35 para R$4,50 no dia 16 de janeiro, sendo avisados apenas um dia antes. Questionamos a falta de transparência com os dados que justificam o valor cobrado por alguns motivos:
1 – O contrato que a Prefeitura de Cotia tem com a empresa Viação Raposo Tavares, alega que precisam de 14 milhões de passageiros, porém, a empresa diz que houve um déficit de 11 milhões de passageiros no ano anterior. Mas não foi divulgado os dados comprovados e de quem fiscalizou a informação. Pois isto fere os princípios básicos da publicidade dos atos oficiais.
2 – Também não dados divulgados e comprovados em relação aos custos de manutenção que também justificaria o aumento. Além disso, os ônibus continuam com baixa qualidade, superlotados e o passageiros aguardam com muito tempo de espera.
3 – Os municípes de Caucaia do Alto pagam pelo preço do valor intermunicipal, com valor também reajustado no dia 20 de janeiro, de R$5,00 para R$5,30. Caucaia, mesmo sendo parte da cidade, pagam um custo ainda maior para se locomover.
4 – Os cursinhos populares da cidade que realizam aulas gratuitas para vestibulandos, têm um déficit de alunos ao longo do ano, devido a alta tarifa da cidade e a falta de políticas públicas que viabilizem a transporte dos mesmos. O público-alvo são jovens de baixa renda, que deixam de estudar, por estes motivos.
5 – O aumento da tarifa impacta diariamente na renda mensal de cada família. Impossibilita os municípes de Cotia de conseguirem emprego fora da cidade, pois as empresas se recusam a pagar o valor total do transporte. O aumento impossibilitada a população se locomova pela cidade e consequentemente influencia na atividade econômica da cidade, diminuindo a receita.
assinam:
RJR – Rebelião da Juventude Revolucionária
Sarau na PraçaFrente Povo Sem Medo Cotia
Cursinho Pré-Vestibular Dandara dos Palmares
Núcleo RaiZ da Consciência – Fortalecer o Psol Cotia;
Frente Municipal de Luta por Moradia Digna;
Ocupação Respire Bem – Povo Sem Medo Cotia; 
Agrupamento do Mandato Coletivo.Sarau Poesia na Garagem
(os nomes dos coletivos que integram o abaixo-assinado ainda estão sendo atualizados)
 por José Rossi Neto 

Artigo anteriorSimples Nacional: Novo prazo para regularizar os débitos
Próximo artigoSisu 2019 abre inscrições nesta terça-feira (22)