Cumprimentar faz bem

“A arte do Cumprimento e a feliz história de um mundo sem guerras”

– por Matheus Portela

Desde quando me conheço por gente, tenho a forte imagem do meu pai dirigindo e voluntariamente cumprimentando as pessoas que passávamos por perto.
Acredito eu, que isto se deve porque durante um bom tempo ele era dono de uma sorveteria no bairro onde cresci.
Conhecia muita gente, lá frequentavam diversas famílias, jovens de diversas idades, crianças iam me chamar pra brincar.
Foi um tempo muito bom e as vezes eu me questionava se era certo ele fazer aquilo. Até brincávamos que ele seria um ótimo político de tanto que acenava dando oi, dando tchau. Até trocava ou inventava o nome de algumas pessoas, mas não deixava de ao menos sorrir para elas quando passavam por ele.
 
Minha mãe administrava o negócio junto com ele. Da mesma forma, com sua formação em Psicologia, aproveitava para auxiliar pessoas com seu jeito carismático e afetuoso.
Era um ambiente muito agradável aquela sorveteria, engraçado, me lembrei até que se chamava “Casa da Tia”.
Só depois de alguns anos descobri que tal simpatia nada tinha a ver com o Estabelecimento em si, nem mesmo pelo fato de haverem guloseimas sendo vendidas ali.
Desvendei o segredo que justifica a construção de laços de amizade tão saudáveis com os vizinhos naquele bairro; Meus pais simplesmente os tratavam bem;
A começar quando os cumprimentavam.
 
Ha aproximadamente uns 16 anos, era muito mais comum pra mim que as pessoas não temessem olhar umas nos olhos das outras, apertassem as mãos, se abraçassem e declarassem a importância da amizade existente. Me parecia não haver conflitos, pois, uma cultura de paz havia sido estabelecida.
Uma cultura quase que de respeito mútuo.
Claro que outros fatores também contribuíram para que não existisse violência ao redor, sendo que não estávamos imunes de assaltos, por exemplos, algo que graças a Deus nunca ocorreu.
 
Aos poucos, me lembro que de alguma forma eu procurava reproduzir este pequeno e precioso ensinamento em minha escola com meus amigos. Quando saia briga eu podia ser o que apanhava, mas não por estar envolvido na briga exatamente, mas por querer evitá-la até as últimas consequências. Sempre agia assim. 
 
Hoje sou grato por não ter sido ensinado a revidar com a mesma moeda se caso for agredido.
Aprendi observando meus pais, a me defender primeiramente utilizando a força da minha inteligência.
Minhas mãos são armas dispostas a cumprimentar as pessoas caso elas passarem por mim. Hoje, pode ser que eu também não lembre o nome de todos, também nem conheça suas histórias profundamente, mas procuro multiplicar a mesma cultura de reverência, cordialidade e generosidade que um dia me foi transmitida. E tudo isso começou ali, a poucos metros de casa, aprendi que cumprimentar as pessoas pode ser a melhor e mais rápida forma de se fazer amigos.
 
Por isso, #FicaDica
Se alguém passar por você, não ignore-o; Cumprimente!
 
-Boa Semana-   
 
release:
Matheus Portela tem 26 anos, granjeiro, palestrante, professor, músico e atua como Facilitador do programa O Líder em Mim pela Abril Educação.

 

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