Dançar ajuda no combate a depressão

Seja jazz, ballet, sapateado, hip hop ou zumba, todos os estilos de dança trazem vantagens para o corpo que vão desde a perda de peso até questões emocionais

Diversão, coordenação, flexibilidade, condicionamento físico… A lista dos benefícios da dança é bem longa. Um estudo divulgado no International Journal of Neuroscience mostrou que o movimento da dança melhora o estresse psicológico, por meio da regulação dos níveis de serotonina e dopamina no corpo, neurotransmissores que controlam o humor. A pesquisa afirmou que a atividade permite a expressão do corpo e possibilita a liberação de emoções reprimidas, afastando os sentimentos de isolamento comuns da depressão.

De acordo com Luciana Polloni, professora de dança do Clube Guará, centro esportivo localizado na Granja Viana, a dança é um dos momentos onde é possível se libertar da pressão da rotina diária.

“Essa é uma atividade física e, ao mesmo tempo, lúdica. Ela é capaz de trabalhar o corpo e a mente”, afirma a profissional.

Uma pesquisa feita por uma Universidade do Texas comprovou que dançar pode reduzir, em média, de 30 a 40% dos sintomas depressivos, isso porque os movimentos aeróbicos promovem uma redução do estresse oxidativo. O estudo, que analisou cerca de 70 participantes com depressão, avaliou que aqueles que praticavam a dança entre três a cinco dias por semana sentiram uma diminuição de 47% de seus sintomas depois de três meses.

Outra vantagem da atividade é que ela abrange diversas faixas etárias. Para os idosos, a dança ajuda a melhorar o equilíbrio físico, a coordenação e a concentração, além de manter o cérebro ativo.

“Esses estímulos aumentam as conexões neuronais, proporcionando ao idoso maiores habilidades no aprendizado, raciocínio e na memória”, ressalta Luciana.

Já os pequenos aproveitam as aulas para conhecer o próprio corpo e ampliar a capacidade de se expressar e se comunicar. Com a maioria do público infantil, as aulas do Clube Guará estimulam a socialização e desenvolvem a perda da timidez.

“Trabalhar a musicalidade e a expressão corporal durante a infância é fundamental não só para atividades que envolvam música e dança, mas também para o reconhecimento de todas as possibilidades do corpo”, conta a professora.

Seja jazz, ballet, sapateado, hip hop ou zumba, todos os estilos de dança trazem vantagens para o corpo que vão desde a perda de peso até questões emocionais.

“Claro que sempre há o tempo individual de cada aluno, um processo de aproveitamento que varia de pessoa para pessoa”, diz Luciana.

As aulas de dança do Guará são criadas e desenvolvidas a partir do perfil de cada turma. São sempre atuais, dinâmicas e com técnicas e metodologia próprias do professor, que permite o desenvolvimento expressivo e criativo de cada aluno.

“Quem vivencia a dança fortalece a autoestima, o bem-estar e a sensação de superação”, conclui a profissional.

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