Em homenagem à luta das pessoas com deficiência, Governo de SP anuncia Museu da Inclusão

Com a mudança de Memorial para Museu da Inclusão, além de uma reforma física, o escopo de trabalho será ampliado levando em conta a necessidade de preservação ampla do patrimônio das pessoas com deficiência no Estado de São Paulo

Desde o dia 8 de outubro, o Museu da Inclusão, equipamento museológico da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, assumirá sua atuação de forma ampla e como uma rede de preservação de memórias da luta por direitos das pessoas com deficiência.

O processo de remodelação e manutenção desse compromisso foi iniciado em 2018 e se consolida hoje, levando em conta tanto as memórias do movimento, quanto as atualidades de um processo permanente de luta das pessoas com deficiência.

“A luta por direitos e oportunidades iguais vem de vários anos, mas, nas últimas quatro décadas que tomou um caminho claro, definido e definitivo pela acessibilidade e inclusão. A história contada no Memorial agora se eterniza com o Museu da Inclusão. O Governo de SP, desde o 1º dia, assumiu de forma incondicional o trabalho voltado às pessoas com deficiência”, afirmou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

O Museu da Inclusão tem suas operações geridas pela Organização Social Abaçaí Cultura e Arte, que continuam na prerrogativa de preservar e comunicar a luta por direitos das pessoas com deficiência, no que tange o movimento social e sua busca histórica por direitos pela inclusão.

Além de uma reforma estrutural no espaço, prevista para o próximo ano, será lançada, em novembro, uma exposição virtual totalmente acessível sobre Direitos Humanos, já sob a nova marca do Museu da Inclusão. A mudança também auxilia na busca por tornar cada vez mais imediata e presente essa luta.

Maior abrangência e representatividade

A mudança de Memorial da Inclusão para Museu da Inclusão vai além da nomenclatura, pois ser museu é uma ação, um compromisso social. Trata-se de um investimento físico na estrutura com o espaço acessível, mas, também, da aproximação das novas gerações de ativistas, de produção compartilhada de exposições, discussão de pautas contemporâneas, ações educativas acessíveis e inclusivas e produção de pesquisa e conhecimento.

Escrevendo histórias

Essa mudança não anula nem apaga a história e o legado construído até aqui, a exposição “Memorial da Inclusão: os caminhos da pessoa com deficiência”, continua existindo dentro do Museu da Inclusão e constitui a primeira exposição de longa duração. Outras exposições serão montadas e concebidas em breve nesse novo modelo e formato.