
Lipoaspiração
A lipoaspiração é a cirurgia estética mais realizada na atualidade, seja como procedimento principal ou complementar. Apesar das tentativas rudimentares para correção dos acúmulos de gordura corporal há quase um século, a técnica foi descrita e promovida amplamente por um cirurgião francês, Dr. Yves Gerard Illouz, em 1982.
A cirurgia não é emagrecedora. Ela busca corrigir as “gorduras localizadas” e favorecer o contorno corporal. Por este motivo, mesmo pacientes muito magras podem ter indicação de lipoaspiração para solucionar um “culote” ou “pneuzinho”!
Nestas 3 décadas, ocorreram diversas modificações que promoveram resultados cada vez melhores e com menor risco. Dentre elas, podem-se destacar:
Calibre das cânulas: Illouz iniciou suas lipoaspirações com cânulas até 3x mais grossas do que as utilizadas atualmente. Esta redução do calibre diminuiu as deformidades, irregularidades e assimetrias;
Técnica intumescente: a infiltração de grande quantidade de líquido, associado a vasoconstritor e anestésico, permitiu a ampliação dos volumes aspirados com menor sangramento e complicações;
Ultrassom e Laser: ambos feitos através de aparelhos semelhantes às cânulas para “quebrar” as células de gordura. O uso tornou-se limitado pelos custos, complicações e inutilização da gordura aspirada.;
Vibrolipo: é um aparelho que realiza o movimento de vai-e-vem em grande velocidade, diminuindo o esforço do cirurgião;
Enxertia: como um tecido vivo, a gordura pode ser implantada em outro local como glúteos, face e qualquer deformidade do tecido adiposo. As células que se integram sobrevivem o resto da vida, engordando e emagrecendo como ainda estivessem no local aspirado;
Associações: No início dos anos 2000, a maior discussão que existia entre cirurgiões plásticos era a possibilidade de indicar a lipoaspiração em associação com outros procedimentos. Hoje, é rotina para a maioria dos cirurgiões, a lipoaspiração de qualquer segmento corporal conjuntamente a procedimentos de retirada de pele, exceto em pacientes sem acúmulo de gordura.
Buscando o aumento da segurança nesta cirurgia, o Conselho Federal de Medicina, em 2003, limitou o procedimento a até 40% da superfície corporal e, o total de gordura aspirado na técnica intumescente, a 7% do peso da paciente.
Para o sucesso desta cirurgia, é necessário buscar um cirurgião plástico habilitado (consulte: www.cirurgiaplastica.org.br – site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), apresentar condições clinicas adequadas, realizar o procedimento em local estruturado, fazer o acompanhamento pós-operatório e seguir as orientações do seu médico.
Mauro Henrique Milman
cirurgião plástico crm-sp 101.917
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Comentários e sugestões: contato@drmaurohenrique.com.br












