
A locação de imóveis residenciais cresceu 13,09% em maio na cidade de São Paulo em relação a abril, no melhor resultado até agora neste ano. Os números apurados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) em 340 imobiliárias mostram que o crescimento foi puxado pelas casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.400,00, os quais representaram 50,61% dos imóveis alugados.
Janeiro e fevereiro haviam registrado crescimento no número de locações (10,29% e 4,73%, respectivamente), mas em março o movimento ficara negativo em 18,84%. Em abril houve novo recuo, mas atenuado para 0,2%. Com o crescimento de 13,09% em maio, o acumulado de novas locações no ano está positivo em 9,07%.
“É um resultado muito bom, mas não dá para dizer ainda que seja mais do que um movimento natural do mercado”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP. Ele esclarece que tanto o mercado de locação residencial quanto o de venda de imóveis usados se caracterizam por flutuações mensais, “num movimento de gangorra que se alterna devido às características intrínsecas a esses dois mercados”.
“Não se compra ou se aluga um imóvel da mesma forma que se compra uma geladeira ou um carro”, afirma Viana Neto. “São processos de decisão mais lentos, mais pensados, que reclamam maturação e que, represados nessa fase, de repente deslancham num fluxo de negócios que impacta as estatísticas de um mês para outro”, afirma.
Quem alugou imóvel em maio na cidade de São Paulo conseguiu desconto de até 17,25% sobre o valor original do aluguel, como foi o caso das locações feitas pelas imobiliárias em bairros agrupados na Zona C, como Butantã e Cambuci. Os descontos nas demais regiões foram de 16,76% (Zona D); 11,25% (Zona E); 10% (Zona A); e 8,53% (Zona B). Os valores dos aluguéis no período caíram 0,35%.
A pesquisa Creci-SP mostrou que o aluguel que mais subiu em maio foi o de apartamentos de 2 dormitórios situados em bairros da Zona E, como Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba. O aumento foi de 35,08%, com o valor médio passando de R$ 860,00 em abril para R$ 1.161,67 para maio.
O aluguel que mais baixou em maio foi o de apartamentos grandes, de 4 dormitórios, situados em bairros nobres da Zona A, como Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Brooklin Velho. O aluguel médio desse tipo de apartamento baixou 41,31%, de R$ 6.475,00 em abril para R$ 3.800,00 em maio.
A maioria das locações feitas em Maio na Capital – 45,5% – utilizou o fiador tradicional nos contratos. Na sequência, vieram o seguro de fiança (25,18%), o depósito de valor equivalente a três meses de aluguel (22,51%), a locação sem garantia (1,46%), a caução de imóveis (4,99%) e a cessão fiduciária (0,36%).
As 340 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP registraram em Maio alta de 6,96% na inadimplência dos inquilinos com contrato em vigor. Ela passou de 3,88% em Abril para 4,15% em Maio.
Já o número de imóveis devolvidos por inquilinos que desistiram da locação caiu 1,35% em maio na comparação com abril. Os apartamentos e casas devolvidos equivaleram a 72,26% do total de novas locações, percentual que havia ficado em 73,25% em abril.
O número de ações judiciais propostas nos fóruns da Capital cresceu 2,78% no período, de 4.503 para 4.628. Aumentaram as ações por falta de pagamento (+ 11,74%, de 1.329 para 1.485) e as ações de rito ordinário (+ 3,39%, de 177 para 183).
As ações que tiveram queda foram as consignatórias (- 25%, de 12 para 9), as renovatórias do aluguel (- 2,61%, de 115 para 112) e as de rito sumário (- 1,08%, de 2.870 para 2.839).
O total de imóveis negociados pelas 340 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP na Capital derrubou o índice de vendas em 3,22% – estava em 0,3343 em abril e passou a 0,3235 em maio. Foram 67,27% do total em apartamentos e 32,73% em casas.
Os imóveis mais vendidos, com 52,73% das vendas, foram os de preço final até R$ 400 mil. Na divisão por faixa, predominaram as com preço médio de metro quadrado de até R$ 5.000,00, com 60,81% do total de casas e apartamentos que trocaram de dono.
A pesquisa Creci-SP apurou que os proprietários dos imóveis vendidos em maio concederam descontos médios de 4,72% (bairros da Zona B) a 13,6% (bairros da Zona C).
A maioria das vendas foi feita por meio de financiamento bancário, ou 62,64% do total negociados pelas 340 imobiliárias. As vendas à vista somaram 35,71% e as feitas diretamente pelos proprietários representaram 1,65%.
O aumento médio dos preços do metro quadrado dos imóveis usados vendidos em maio na Capital foi de 2,29% em relação a abril. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 22,59%, mais de três vezes a inflação de 6,37% medida pelo IPCA do IBGE no mesmo período.
O imóvel usado que ficou mais caro em maio foi o apartamento de padrão médio com mais de 15 anos de construção e situado em bairros agrupados na Zona E. O preço médio do metro quadrado subiu 26,3%, passando de R$ 3.062,50 em abril para R$ 3.867,92 em maio.
A maior baixa do preço médio foi com imóveis de padrão luxo com 8 a 15 anos de construção e situados na Zona A. A queda foi de 18,42%, com o metro quadrado baixando de R$ 9.939,18 em abril para R$ 8.108,11 em maio.
As vendas distribuíram-se entre as Zona D (32,71%), A (20,93%), B (19,97%), C (19,14%) e E (7,23%). A metragem média dos imóveis usados vendidos, segundo a pesquisa CRECISP, variou de 77,5 metros quadrados para as casas de 1 dormitório a 200 metros quadrados para as de 4 dormitórios. No segmento de apartamentos, as metragens foram de 45,83 m2 para os de 1 dormitório e de 180 m2 para os de 4 dormitórios.













