Este ano vivemos momentos pra lá de inusitados que mudaram nossa rotina dentro e fora de casa. Dias em que adotamos práticas preventivas ao vírus e vivenciamos o isolamento social. Se por um lado essas medidas foram tomadas para proteger a saúde de todos, por outro, foi preciso se reinventar e adaptar-se à quarentena.

Para muitas pessoas, foi um momento para se aproximar mais da família, dos filhos pequenos e até dos pets. Os animais domésticos também se mostraram muito importantes para afastar a solidão como uma companhia alegre e cheia de afeto. Está mais que comprovado que a presença de animais domésticos ajuda no desenvolvimento das crianças e tornam o ambiente dentro de casa mais prazeroso, reduzindo até mesmo o nível de estresse para os adultos.

Os pets mais comuns são os cães e gatos, pois são os mais dóceis e de fácil adaptação à maioria dos ambientes. Contudo, muitos preferem hamsters, aves e outros, o que sugere uma atenção especial para a higiene e disposição de espaços para que estes animais se sintam confortáveis.

A Granja Viana desfruta de muitas áreas verdes em que a vegetação nativa ainda é preservada de maneira que a presença de animais “silvestres” se torna comum por aqui também. Diferente dos domésticos, os animais silvestres são aqueles não acostumados a viver com pessoas, quando são retirados de seu habitat, não se ajustam ao nosso estilo de vida nem conseguem se desenvolver no novo ambiente.

Marcio Garbuglio é médico veterinário com pós-graduação em clínica médica e cirúrgica de animais silvestres e exóticos, é proprietário da clínica que leva seu nome e se destaca por atender não apenas cães e gatos, como também animais silvestres e exóticos no centro da Granja. O veterinário revela que a clínica atende variadas espécies diariamente: “A gente recebe muitos animais de vida livre e também animais mantidos como pet. As aves são os segundos animais que mais atendemos aqui, ficando atrás somente dos cães. Em terceiro lugar, os gatos e, depois, os répteis, coelhos, roedores e primatas. Desses últimos citados, saguis são os mais comuns, mas também chegamos a atender macacos-pregos e até macacos do tipo bugio.”

Alguns desses animais que vivem livremente pela região às vezes aparecem em vias urbanas, em nosso quintal ou até dentro de casa. Para muitos moradores já é comum receber a visita dos saguis, por exemplo, e estes são alimentados com frutas e acabam se aproximando mais das pessoas graças a esse estímulo. Em dias quentes, répteis como cobras e lagartos também costumam ser vistos com mais frequência. E às vezes os gambás-de-orelhas-pretas ou saruês fazem visitas a residências ao cair da noite. Mas como devemos proceder em uma situação inesperada envolvendo um animal silvestre? No caso de presenciar algum acidente ou circunstância que possa trazer riscos às pessoas ou aos animais, o veterinário recomenda que um profissional seja contatado para fazer o resgate adequado, porém ações mais imediatas podem ser tomadas com cautela, conforme a situação: “Primeiro tem que identificar o animal e se é o caso de um animal venenoso ou não. O ideal é chamar algum profissional da área ou a Polícia Ambiental para fazer o resgate. Caso não consiga, dependendo da situação, pode-se usar uma rede ou uma toalha. No caso de animais peçonhentos é necessária mais técnica para fazer essa contenção. Deve-se proteger ao máximo para evitar a mordida.”

Se você mora aqui na região, com certeza conhece alguém ou já viu alguém criando um pet incomum, certo? E se já se perguntou como é possível criar um animal desses e ficou com “a pulga atrás da orelha”, saiba que estes podem ser registrados e mantidos dentro da lei. Para isso, é preciso comprá-los em criadores licenciados e legalizados:

“Os animais silvestres legalizados necessariamente têm que ter nascido em criadores licenciados pelo Ibama e pela Polícia Ambiental. Já um animal de vida livre não tem como legalizar. E o filhote que nasce em cativeiro sem a autorização é um animal considerado ilegal também. Mas tem alguns exóticos que são denominados ‘exóticos domésticos’, como é o caso de calopsitas, adapornis, hedgehogs, corn snakes, pogonas, gekkos e outros”, explica Marcio Garbuglio, sobre a criação de silvestres como pet.

Marcio Garbuglio Centro Veterinário

Localizado na avenida São Camilo, o Marcio Garbuglio Centro Veterinário está comemorando seus sete anos este mês com muita satisfação e prestígio. Além de atender os pets mais comuns, a clínica é popular na região por cuidar de animais silvestres e exóticos.

O local conta com uma estrutura moderna, equipamentos de última geração como o raio-x digital, hemograma e bioquímico, que apresenta os resultados em poucos minutos. O centro cirúrgico é preparado para qualquer tipo de procedimento e emergência, e ainda, a clínica possui baias confortáveis e climatizadas de acordo com as particularidades de cada paciente.

Visando a excelência nos atendimentos, o espaço amplo da clínica foi projetado para amparar todos os animais com o que há de melhor.  O centro dispõe de petshop, farmácia, três consultórios, laboratório, três internações, sala de esterilização, sala pré-cirúrgica, sala de cirurgia, sala para banhos, hotel para animais silvestres, baias externas, espaço ao ar livre para internados, biotério (onde criam ratos, baratas, grilos e outros como alimentos para determinados animais), acessibilidade para cadeirantes e estacionamento próprio.

Além da infraestrutura do local, o centro veterinário possui uma equipe com ampla especialização empenhada nos cuidados e no suporte aos animais que chegam ali. Apesar dos desafios que aparecem na clínica, esses profissionais realizam as atividades com muito amor e carinho. São eles os responsáveis não só pela saúde e bem-estar dos animais, mas em parte até pela nossa, quando cuidam de nossos bichinhos.

Marcio conta que são tantas situações inesperadas que aparecem ao longo do dia que os veterinários nem consideram o dia a dia como uma rotina de fato. “Aqui não temos bem uma rotina, a gente tem uma previsão de como vai ser o dia, mas é comum chegarem emergências, cirurgias ou atendimentos. No período da manhã, nos envolvemos praticamente com cirurgias, uma média de duas ou três por dia. E então voltamos e nos preparamos para os atendimentos clínicos, atendimentos das internações”, resume o fundador Garbuglio.

Trajetória

Marcio Garbuglio sempre teve uma boa relação com animais desde sua infância. Mas foi aos 18 anos, quando precisou levar o Scooby, seu cão, ao veterinário que algo mudou em sua vida. Chegando à clínica, ficou observando a movimentação dos profissionais que trabalhavam com dedicação em meio aos bichos. E naquele momento ficou estimulado a fazer parte daquele meio e de trabalhar ali, de imediato pediu uma oportunidade de emprego e a clínica o contratou. Então, antes mesmo de cursar medicina veterinária, Marcio já trabalhava em uma clínica:

“Comecei atuando como enfermeiro dessa clínica. Depois entrei na faculdade, que cursei fazendo estágio em outros centros veterinários. Eu me formei e comecei a trabalhar. Depois, fiz a pós-graduação voltada para silvestres e, então, montei meu próprio centro, moldado a partir dessa bagagem que adquiri nos anos de prática”, relembra o profissional.

Hoje, sua clínica é considerada uma das mais tradicionais da região e tem como diferencial o atendimento de silvestres. Olhando para sua trajetória até a posição atual, ele revela que ainda é preciso atuar com muita dedicação, mas conquistar esse espaço como sempre sonhou e ter uma equipe como essa ao seu lado traz muita satisfação:

“É de muita responsabilidade, muito esforço, muita dedicação, mas também é de uma satisfação muito grande. É maravilhoso. Esse aqui é o maior sonho realizado da minha vida. Não consigo imaginar outra coisa que eu tenha desejado tanto na vida”, finaliza.

 

Serviço
Av. São Camilo, 211 

(11) 4612-9090
Facebook: mgcentroveterinario
Instagram:@mgcentroveterinario
www.mgcentroveterinario.com.br

Por Eric Ribeiro

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