Na noite desta quinta-feira (16/07), morreu o diretor de TV Del Rangel, aos 65 anos. Ele se sentiu mal quando estava a caminho da Granja Viana e faleceu enquanto era levado para o hospital, em decorrência de um infarto fulminante.

Diretor e produtor de televisão e cinema brasileiro, ele trabalhou em diversas emissoras de televisão do país, como Globo, Bandeirantes, SBT e Record. Em 2019, foi convidado por José Roberto Maluf, presidente da TV Cultura, para integrar a sua equipe de trabalho, ao lado do advogado Edson Kawano, Carlito Camargo, Paulo Ramos, Adriana Muniz e Maura Vannozzi. Desde o início desta gestão, Del vinha cuidando da direção de programação e foi um dos responsáveis pela mudança e transformação de algumas produções. “Roda Viva” e “Provocações” foram alguns desses.

Durante muitos anos, a diretora da Revista Circuito Gabriela Napolitano e Del Rangel moraram próximos. Uma rua tranquila, de terra, sem saída, bem arborizada. Gabi acompanhou a construção da casa dele e lembra com muito carinho: “muito linda, uma enorme cabana com estrutura de troncos de eucalipto, em meio à vegetação que foi praticamente preservada. Como vizinhos, nos encontrávamos de passagem na rua e conversávamos rapidamente. Às vezes, também nos deparamos no centrinho da Granja e atualizamos as novidades”.

Em 2011, ele aceitou o convite para ser o entrevistado de capa da edição 138. “Ficou feliz com o convite para a entrevista de capa e, quando nos levou para adentrar em seu trabalho, aí sim, mostrou todo seu profissionalismo e experiências conquistadas”, lembra a diretora. Del recebeu a Revista Circuito em dois momentos: em sua casa e no SBT, onde ele ciceroneou nossa equipe pelos corredores do complexo televisivo.

Na ocasião, relatou seu amor pela Granja Viana. “Sou uma ostra. Escolhi a Granja para me esconder. Faço tudo aqui. Não tenho piscina em casa, nem sauna, nada. Tudo na minha casa foi feito para ser usado. Curto o Clube Pitangueiras, o Shopping Granja Vianna. Imagina que em 10 minutos estou no cinema! Aqui a gente conhece as pessoas pelo nome. Troca cheque. Você sabe onde encontrar um amigo. Aqui as pessoas se vestem de forma diferente. São mais despojadas. Não importa quem você é, e sim quem você aparenta ser. É um lugar peculiar. A Granja é um reduto de bem-sucedidos resolvidos consigo mesmos. É muito bom morar aqui, apesar de o trânsito ter piorado um pouco… Mas onde você pode morar sem muro? Minha casa não tem muro! A gente ainda é feliz morando na Granja. Tenho qualidade vida para mim e para meus filhos. Minha veterinária liga para saber se o cachorro está bem, assim como o pediatra dos meus filhos. Acaba virando tudo amigo. Já viu pediatra ligar para saber se está tudo bem com seu filho? Todo mundo se conhece”, declarou na entrevista.

O Del continuará sendo o vizinho daquela rua, mas infelizmente quando estivermos na porta de sua casa, não haverá mais troca de figurinhas sem frescuras nem formalidades.

O velório e a cremação acontecerão, nesta sexta-feira, no Crematório Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, a partir das 12h30.

Por Juliana Martins Machado

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