Persona de Primeira: Com Valderez Braga Santos

“Para realizar um bom trabalho é necessário acreditar naquilo que se faz”. Este é o lema Valderez Braga Santos, que desde a sua formatura, em 1989, desenvolve um ótimo trabalho na área de reabilitação psicossocial para dependentes químicos.

Nascida na cidade de Olinda, em Pernambuco, Valderez mudou com apenas um ano de idade, para o bairro da Urca, no Rio de Janeiro, quando seu pai, vendedor em uma empresa do setor têxtil, foi transferido para a região sudeste do Brasil.

Ao se formar na área de Psicologia, pelo Centro Universitário Celso Lisboa, Valderez passou a atuar no hospital psiquiátrico Doutor Eiras, em Paracambi, na Baixada Fluminense, local que abrigava aproximadamente 3 mil pacientes, incluindo pessoas com dependência química.

Foi nessa época que a psicóloga se interessou pela área e realizou um curso voltado para o tratamento de dependentes químicos.

Depois de algum tempo atuando na área, Valderez mudou-se para Cotia, pois o seu marido, executivo de uma grande empresa, foi transferido para o Estado de São Paulo.

Quando chegou à Cotia, a psicóloga resolveu mudar de ares e tentou aventurar-se na área do comercio, porém quatro anos após abrir sua loja, especializada em vendas de produtos de couro, Valderez sentiu que era o momento de voltar a fazer o que fazia bem e gostava muito: ajudar pessoas a se livrar da dependência química.

“Senti que era hora de voltar a exercer minha profissão e ofício que tem tanto amo”, declara a psicóloga.

Voltou à faculdade para especializar-se na área e passou a trabalhar na Comunidade Terapêutica Gabata, localizada na cidade de São Roque.

Hoje, Valderez Braga Santos integra o Conselho Municipal Antidrogas de Cotia e esta à frente da Clínica de Reabilitação Psicossocial Núcleo, localizada na rua Santo Afonso, 141, Granja Viana – Cotia -, onde desenvolve trabalhos pioneiros na região, como por exemplo, a moradia assistida, que acompanha o desenvolvimento de pacientes, sem podar o seu convívio social.

“É importante que durante a reabilitação o indivíduo trabalhe, namore, tenha o convívio social e realize atividades de lazer. Mas o principal, para a reabilitação do paciente, é necessário a reabilitação familiar”, diz Valderez, que nos últimos 20 anos já tratou de mais de 1 mil dependentes químicos.

“Se a família não entrar em recuperação, as chances de dependente são mínimas. Sem mudança não existe reabilitação”, finaliza.

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