Poderosos

Empreendedores chegam à região com preços competitivos, construções sustentáveis e conceito inovador para conquistar velhos e novos moradores

Os ingredientes para o crescimento frenético não poderiam ser outros: demanda elevada, mercado saturado e a busca por segurança e qualidade de vida.

Talvez isso explique a chegada de empreendimentos comerciais a bairros tradicionalmente residenciais, os chamados home offices, e empreendimentos residenciais em grande quantidade.

O novo perfil do comprador que sonha com sossego e ar puro fez com que as construtoras buscassem locais mais afastados para a construção de seus imóveis e obrigou os investidores a adotar esta tendência de levar os escritórios para perto dos proffissionais.

O resultado disso não poderia ser outro: uma região visivelmente mais populosa e rica.

Uma vida relativamente mais tranquila, sem o stress diário de uma região urbana, valorizou a proposta dos investidores, que, além da comodidade, inserem no pacote piscina, academia e salas de repouso. Esse é o caso do Residencial Vintage, da EPC Engenharia, que buscou diminuir a necessidade de deslocamento das pessoas. “Defendemos um modelo de ocupação que privilegia os empreendimentos com baixo impacto e ocupação com responsabilidade socioambiental”, explica Gustavo Nader, sócio-diretor da construtora.

Carlos Augusto De Biasi, o administrador do Villagio Viana, ainda em construção na José Félix de Oliveira, vai seguir a mesma linha. O prédio com as salas de escritório será integrado a um espaço que vai dispor de academia, restaurante e lojas. “É inevitável que apareçam empreendimentos comerciais, até mesmo porque precisamos atender esta população nova que está chegando à região”, diz ele, que pretende, com as lojas, dar espaço ao comércio local, não tirando a possibilidade de uma grande marca se instalar no novo centro de compras.

“Muitos moradores da Granja Viana se perguntam: onde vai parar este crescimento?

A Granja, a reflexo de São Paulo, cresce em uma velocidade que não dá para parar. Há muito tempo, a zona oeste de São Paulo vem apresentando as maiores taxas de crescimento com qualidade, e este crescimento avançou para a Granja Viana. Hoje, além dos empreendimentos residenciais, vemos diversos empreendimentos comerciais surgindo a cada dia. Se por um lado é muito bom por proporcionar oportunidade de emprego e oferta de produtos e serviços, por outro traz mais pessoas para a região, o que ajuda a aumentar o trânsito e os problemas de infraestrutura local.

O trânsito é o ponto que mais chama a atenção de todas as pessoas que um dia moraram em um lugar tranquilo; no entanto, acredito que quem tem este privilégio não o manterá por muito tempo se residir em uma região próxima a São Paulo. É só uma questão de tempo.

Temos de olhar para o lado bom, para as vantagens que o crescimento traz para todos, e driblar os problemas, afinal de contas, somos brasileiros, um povo com grande criatividade e alta capacidade de adaptação.”

Paulo Hugo Casoni – gerente sênior de locação da Jones
Lang LaSalle S.A. – responsável pela comercialização do
Vianna Village, no Jardim da Glória.

“Recentemente, fizemos uma visita a alguns empreendimentos da Flórida, nos Estados Unidos, para conhecer mais desta tendência que possibilita o conforto de trabalhar perto de casa.

Identificamos o crescimento inteligente, que consiste em induzir a mobilidade do morador de forma sustentável, permitindo que ele se locomova a pé e encontre centros comerciais de qualidade sem sair de casa, além de proporcionar lazer completo e segurança para toda a família.

Em Mogi das Cruzes isso já acontece com o Residencial Aruã, que conta com uma unidade do Colégio Pueri Domus e um centro comercial completo, o Aruã Boulevard, que atende, praticamente, toda a demanda local.

É uma forma de possibilitar o privilégio de ter quase tudo sem tirar o carro da garagem. Na própria Granja Viana já começamos a observar essa tendência, que deve se consolidar em todo o Brasil.”

Fernando Mendes, gerente de marketing da Scopel


Casas ou escritórios. O que está chegando primeiro?
Está comprovado que ficou mais fácil morar na região, apesar de o secretário da Habitação de Cotia, José Lopes, afirmar que houve queda na procura por áreas residenciais na cidade.
De acordo com o Índice Periódico de Valores Médios dos Aluguéis Residenciais (Ipevemar), em maio de 2010, um aluguel na Granja Viana, numa casa de três dormitórios, chegava a 3.938,00 reais – o mesmo que no Morumbi, no Jardim Europa e na Cidade Jardim.
Em outubro, este valor caiu consideravelmente, para 2.937,00 reais.
Em setembro de 2011, o preço ficou ainda mais generoso em razão da queda de 3,01% (variação).

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