TRANSPORTE ESCOLAR

Venho, por meio desta carta, pôr em questão algumas atitudes tomadas pelas autoridades da cidade de Cotia. Sou morador, há mais de 20 anos, do Km 26,5 (Avenida José Giorgi). Não tenho intenção nenhuma de deixar nossa querida Granja Viana, apesar de todos os problemas enfrentados diariamente na Raposo Tavares. Este ano, minha fi lha de 6 anos iniciou no 1° ano, e tive de mudá-la de escola. Após muito procurar, encontrei a Escola Adventista, no Parque São George. Depois de feita a matrícula no período da manhã, deparei-me com outro problema que, até então, estava fora do meu conhecimento em nossa região: a falta de transporte escolar na região da Granja Viana, graças ao imenso congestionamento matinal. Em minha cabeça, imaginei unir o útil ao agradável. Fui atrás de um veículo zero-quilômetro para fazer o transporte de escolares, já que minha esposa teria de fazer esse trajeto obrigatoriamente todos os dias. Encontrado o veículo, fui atrás da documentação. Mais uma vez me deparei com o absurdo e a corrupção que envolvem nossa cidade. Existem mais de 150 pessoas em uma fila de espera para o alvará de escolar em Cotia, e a resposta que obtive foi que meu alvará não sairia nem neste ano e, provavelmente, nem no ano que vem. Acontece que, quando um alvará é liberado, as pessoas não querem vir trabalhar na região da Granja por causa do trânsito da Raposo, então vão ganhar seu dinheiro em Cotia; e nós, da Granja Viana, não conseguimos encontrar uma vaga em peruas escolares. Quantos pais são obrigados a entrar na estrada, todos os dias, para ir apenas à escola deixarem seus fi lhos e retornarem à sua residência, ajudando a piorar o trânsito matinal? Será que o responsável por esses alvarás não pode tomar uma atitude e liberar quem quer trabalhar, para que possamos melhorar o tráfego da região? Se não tem como liberar os alvarás, por que, então, não obrigam os que estão sendo liberados a atender as áreas que estão precisando?
Daniel Dias Tozetti, Granja Viana (SP)

NR: Carta enviada à assessoria da Prefeitura de Cotia em 9/4/2012