O verão desse ano foi mais generoso e trouxe chuva para regiões que vinham sofrendo com a estiagem. O volume ficou acima de média para estação em muitos estados e essa água toda deu fôlego novo para os reservatórios que abastecem a população. Muitos recuperaram o nível, como o Sistema Cantareira, que alimenta a cidade de São Paulo.
O primeiro alerta público para a seca no Sistema Cantareira, que abastece quase 6 milhões de pessoas na Grande São Paulo, foi em janeiro de 2014.
Em julho, em pleno inverno, a situação só piorava e o Cantareira passou a operar exclusivamente com água do volume morto das represas, uma reserva técnica que fica abaixo das comportas.
A população começou a sentir a seca dentro de casa, quando a Sabesp reduziu a pressão na rede e teve gente, especialmente nas regiões mais altas e periféricas, que ficou sem água na torneira por muitos dias.
Na represa Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira, o cenário é impressionante, principalmente depois de um período de chuvas. O verão foi bastante generoso. Em dezembro do ano passado, o volume armazenado no Cantareira, contando com a reserva técnica, era de 27%. No último dia do verão, em março, esse índice chegou a 63%.
Mas quando se trata de água e conscientização, não dá mais para ficar contando com a reserva técnica ou o volume morto, e aí, a situação está longe de ser confortável. Considerando só o volume útil, hoje o Cantareira está com 35% de sua capacidade.
Os temporais do verão também ajudaram a aliviar a situação da seca em outras regiões do país, como em Goiás, em Minas, na região Nordeste do Brasil e no Paraná.
Fonte: G1













