Ciência: Estou vendo o que estou vendo?

Você já deve ter visto em alguns noticiários televisivos alguém que viu imagens ‘divinas’ se formarem em uma janela, em uma árvore ou até mesmo no bolor de um pão. Em alguns casos, o fato atrai até centenas de fieis e o local se torna um ponto de peregrinação.

Mas o que algumas pessoas denominam com personificação da fé, a ciência classifica como pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, seja uma imagem ou som, sendo percebido como algo com significado real.

O que nos parecia apenas uma imaginação fértil quando reconhecíamos animais nas nuvens, e rostos humanos na lua ou em torradas, estudiosos aponta esta observação com fenômeno psíquico.

Isto acontece por causa da mania do cérebro em procurar padrões em tudo.

Mas teve gente que se aproveitou desse fenômeno de uma forma positiva, como por exemplo o psiquiatra suíço Hermann Rorschach.

Hermann criou o teste de Rorschach, aquele das pranchas com manchas de tinta em que você tem de dizer o que está vendo, concebido para explorar a pareidolia e sua possibilidade de revelar o que há na mente das pessoas.

O teste consiste em dar respostas sobre com o que se parecem as dez pranchas com manchas de tinta simétricas. A partir das respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo.

Mas isso é uma baseia-se na chamada hipótese projetiva, em que a pessoa a ser testada projeta aspectos de sua própria personalidade.

O intérprete, ou seja psicólogo, trabalha reconstruindo os aspectos da personalidade que levaram às respostas do indivíduo pesquisado.

Mas a pareidolia está muito mais presente no cotidiano das pessoas do que em centros de pesquisa da mente ou consultórios psiquiátricos.

Muitas vezes conhecemos rostos em lugares inusitados, pois o cérebro humano procura reconhecer rostos em todo lugar, e a mínima semelhança com dois olhos e nariz, pode fazer você ver rostos onde nem imagina como em uma bolsa aberta, no qual dois botões pode ser os olhos, a alça um nariz e o zíper aberto, uma boca.

Outra pessoa que se aproveitou bem do fenômeno foi o artista plástico Victor Nunes.

Nunes combinou objetos do cotidiano e traços para produzir suas obras, como utilizar biscoitos salgados para produzir janelas em uma casa, clipes de metal se transformavam o olhos sobre um desenho e uma pipoca se convertia no rosto de um cão da raça poodle.

Veja abaixo imagens que ilustram muito bem a pareidolia:

 

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