Quando foi proposto este assunto em nossa reunião de pauta no início do mês de maio, antes das três audiências públicas que posteriormente tornaram-se consultas populares, nosso intuito era mostrar o que mudaria no Plano Diretor de Cotia de acordo com as sugestões apresentadas durantes as reuniões.
Mas não deu muito certo, nem nossos planos e nem as três reuniões para a apresentação de propostas que adequassem o texto do ano de 2006 a infraestrutura atual da cidade de Cotia.
Durante a última audiência pública convocada pela Prefeitura de Cotia para revisão do Plano Diretor de Cotia, no último dia 10 de maio, no auditório da CIESP, foi determinado por voto unânime que a revisão do Plano Diretor seja adiada para até o fim de 2015.
Parte do tempo das reuniões foi tomado para tornar o evento um palanque político e propagação de declarações desastrosas que em nada acrescentaram ao assunto em discussão.
As três audiências públicas foram convertidas a reuniões preparatórias e novas reuniões serão apresentadas nas 31 Unidades Básicas de Planejamento – UBPs, criadas em 2009 pela Prefeitura de Cotia para discutir o planejamento e o orçamento da cidade.
Entre as propostas apresentadas, destaque para o congelamento de novos empreendimentos imobiliários e o bloqueio de novos parcelamentos de solo até que a revisão do Plano Diretor seja concluída.
Para o vereador Luis Gustavo Napolitano, único membro do poder legislativo de Cotia que teve participação integral nas três reuniões, houve organização falha e propostas que não auxiliam no progresso sustentável do município.
“Alguns apoiam o congelamento de novas obras na cidade, porém não levam em conta o comércio de serviços local”, diz Napolitano.
O Movimento em Defesa da Granja Viana, representado por Délia Costa quer mais fiscalização na Lei de Uso e Ocupação do Solo e propôs realização de audiências públicas para qualquer mudança da lei.
Para Délia, houve um avanço em relação às reuniões realizadas na edição anterior do Plano Diretor, no ano de 2007, mas ainda falta maior participação da população.
“A Plano Diretor é maior que um prefeito, pois pela Lei Federal sua permanência é de 10 anos, superior aos oito anos de um chefe executivo municipal que conta com uma possível reeleição”, declara Délia.
Napolitano diz que protocolará uma proposta na Câmara para que o executivo apresente um cronograma de todas as reuniões.
Para auxiliar a população nas novas etapas que virão, O Clube Pitangueiras receberá profissionais das áreas de urbanismo, tecnologias verdes e organizações para debater sobre a implantação do Plano Diretor de Cotia e o desenvolvimento sustentável da cidade.
Os encontros não são oficiais da administração pública local, mas poderá servir como base para apresentação de sugestões e soluções de problemas de Cotia.











