Cotidiano: Um pouco do mundo em Cotia

Com a realização da Copa do Mundo de Futebol, todos os olhares estão voltados para o Brasil. Não é novidade alguma que muitos e muitos estrangeiros já estejam aqui antes dessa atenção toda, mas será que toda essa atenção fez estes estrangeiros que já estavam por aqui sentir mais saudade de sua terra natal?

“Não estou com muita saudade. Para mim, o Brasil é uma grande Malásia e estou bem confortável aqui, como em meu próprio país”, diz a monja MiaoYou, natural da cidade de SabakBernam, Selangor, localizado na Malásia.

Há oito anos no Brasil, no Templo Zu Lai, em Cotia, Miao veio para o país em missão religiosa para divulgar o budismo.

Para a monja, o Brasil e sua terra natal têm muitas diferenças, mas também várias coisas em comum.

“O Brasil é muito grande e a Malásia é um país bem pequeno. Os brasileiros gostam de futebol e os malasianos gostam de badminton. O Brasil é um país católico e a Malásia é um país muçulmano. Porém ambos são multiculturais, agradáveis, amigáveis, há muito verde, têm praias lindas”, diz Miao.

O sérvio natural de Belgrado Vladan Prokic, veio para o Brasil há 18 anos em um passeio turístico e terminou ficando por aqui mesmo.

“A linda família que formei aqui no Brasil não me deixa sentir saudade alguma de Belgrado”, declara Vladan.

Mesmo sem sentir falta da terra natal, Vladan diz que ainda acompanha notícias da Servia por internet, jornais, revistas e programas de TV, mas diz que seu lugar é aqui.

“O Braisl é um país com grandes oportunidades. Agora depende de cada pessoa como vai aproveitá-las e como vai se relacionar com país, participando com consciência para desenvolvimento, preservação e progresso”, afirma.

Maria Isabel Zimmermann, natural de Buenos Aires, veio para cá no ano de 2001, quando sua filha casou com um brasileiro, e mesmo a Argentina sendo um país limítrofe os Brasil, observou muitas diferenças ao chegar por aqui.

“Há diferenças no idioma, na alimentação e na cultura. Mesmo com países tão próximos essas diferenças são grandes”, diz Maria.

De acordo com Isabel, as principais diferenças, e que fazem falta para Isabel, são as grandes quantidades de parques, livrarias e bibliotecas espalhados por Buenos Aires, o ar com melhor qualidade e o volume menor de veículos que circulam pela capital argentina.

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