Imóveis: Venda de usado cai 7,76% e locação tem queda de 9,4% em SP

As vendas de imóveis usados e a locação de casas e apartamentos ficaram no vermelho novamente no Estado de São Paulo. As vendas caíram 7,76% e a locação recuou 9,4% em abril em relação a março segundo pesquisa feita em 1.205 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP).

De janeiro a abril, as vendas de casas e apartamentos usados acumulam resultado negativo de 17,77% e a locação, de 26,53%. “Era previsível que esse mau desempenho se refletisse no preço dos imóveis, como mostra o índice Crecisp, já antecipando um movimento de baixa na Economia”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci de São Paulo.

O índice que mede o desempenho dos preços de imóveis residenciais no Estado teve resultado negativo de 6,68% em abril, levando o acumulado no ano para uma queda de 1,49% no primeiro quadrimestre e de 1,98% em 12 meses. O índice Crecisp computou os preços de 2.705 operações de compra e venda e de locação nas imobiliárias pesquisadas em abril.

“As informações preliminares da pesquisa de maio não parecem animadoras”, comenta Viana Neto, lembrando, porém, que esses dois mercados costumam apresentar flutuações ao longo dos meses que nem sempre são previsíveis. “A venda, mais que a locação, é operação complexa, de médio prazo, com períodos de baixa sucedidos por meses de crescimento das vendas que de repente desembocam em nova depressão”, acrescenta. É o que o mercado chama de “efeito gangorra”.

A pesquisa CRECISP registrou em abril uma redução na margem de desconto concedida pelos proprietários aos compradores de imóveis situados em bairros centrais e nas periferias das 37 cidades. O desconto sobre o preço originalmente pedido caiu 20,83% em média no caso dos imóveis de bairros periféricos ao baixar de 9,6% em março para 7,6% em abril.

Em bairros centrais, a redução foi de 11,11%, com o percentual de desconto reduzido de 6,3% para 5,6%. Em bairros nobres, porém, os proprietários ampliaram em 23,73% em média o desconto sobre o preço inicial – era de 5,9% em março e subiu para 7,3% em abril.

As vendas realizadas pelas 1.205 imobiliárias pesquisadas pelo CRECISP fizeram o índice de vendas recuar 7,76%, de 0,4112 em março para 0,3793 em abril. Foram vendidos 54,92% em apartamentos e 45,08% em casas do total de vendas.

Três das quatro regiões que compõem a pesquisa estadual registraram desempenho negativo em abril, com queda de 3,02% na Capital, de 15,07% no Interior e de 24,2% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

A pesquisa CRECISP apurou que a maioria das vendas formalizadas pelas 1.205 imobiliárias consultadas em abril foi feita com crédito bancário. Elas somaram 52,74% dos contratos. As vendas à vista representaram 41,58% do total, as financiadas pelos proprietários somaram 5,47%. Somente 0,22% das vendas foram fechadas com carta de crédito de consórcios imobiliários.

Os imóveis com preço final de até R$ 300 mil foram os mais vendidos em abril, tal como em março, chegando a 65,65% do total. Na segmentação por faixa de valor final de venda, 72,41% se situaram nas faixas até R$ 4.000,00 o metro quadrado.

Quem alugou imóvel em abril no Estado de São Paulo preferiu as casas aos apartamentos – foram 55,28% e 44,72% do total de unidades alugadas, respectivamente. O total alugado pelas 1.205 imobiliárias consultadas pelo CRECISP fez o índice estadual de locação recuar 9,4%, de 1,9153 em março para 1,7353 em abril.

Os descontos sobre os valores originalmente pedidos também foram menores nos casos dos imóveis situados em bairros da periferia (9% em média, queda de 14,29% sobre março) e em áreas centrais (8,4% em abril, ou 29,41% menos que os 11,9% de março). Em áreas nobres, o desconto aumento 21,84%, passando de 10,6% em março para 8,7% em abril.

Casas e apartamento com aluguel de até R$ 1.000,00 foram os mais alugados no período ao somarem 59,64% do total de novas locações.

A maioria das locações – 62,70% do total – foi contratada com a garantia do fiador pessoa física, seguido pelo seguro de fiança com 15,11% e o depósito de três meses do aluguel, com 15,35%. A pesquisa CRECISP apurou que estavam inadimplentes em abril 3,91% dos contratos em vigor nas 1.205 imobiliárias consultadas, número que representou uma queda de 5,56% em relação à inadimplência de 4,14% registrada em março.

A pesquisa do CRECISP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo. São elas: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

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