Recarregando as baterias…

País repleto de pequenos e encantadores recantos, Portugal destaca-se por apresentar um rico e exuberante turismo rural.

Está pensando em recarregar as baterias longe do agito das grandes cidades e voltar das férias com energia renovada e paz de espírito? Pois Portugal dispõe de condições excelentes para a prática do turismo rural, de norte a sul e nas ilhas, de Trás-os-Montes ao Alentejo, do Gerês ao Alqueva… e no lindo Vale do Minho!

Estatísticas do Turismo 2016, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam que foram mais de 59,4 milhões de hospedagens geradas em Portugal em 2016, e destas 7,7 milhões foram para o alojamento local, o turismo de habitação ou em espaço rural.

O turismo em espaço rural no país europeu vem crescendo e pode quadruplicar numa década. É o que defende o economista Augusto Mateus, destacando o papel “muitíssimo importante” do chamado alojamento local para “aproximar as pessoas de experiências únicas”. “São experiências verdadeiras, com identidade, com cultura e com tradição. Não é tanto para propiciar uma alternativa mais barata a uma proposta de hotelaria convencional”, defende.

Afinal, quem não quer ficar em charmosas pousadas assentadas em pequenas cidades montanhosas? São vilas cercadas com natureza exuberante que agradam à família inteira por meio de práticas esportivas, gastronomia típica, contato com a cultura local e uma diferente condição de curtir suas férias sem aquela correria habitual.

 

 

Vale do Minho

Conheça os caminhos do Minho e as vilas portuguesas que acompanham este rio fronteiriço até sua foz e seus principais motivos de interesse.

 

Coberto de montes imponentes, vales irrigados por rios e ribeiros, lindas e tranquilas praias pluviais, de um verde exuberante, que é a sua imagem de marca, o Vale do Minho é, também, riquíssimo em tradições populares, solares brasonados, grandes romarias e, desde a Idade Média, atravessado por rotas de peregrinos a caminho de Santiago.

Neste pedaço especial que fica ao norte de Portugal e em que o Rio Minho faz fronteira com a Espanha, encontram-se excelentes lugares para a prática de atividades ao ar livre e momentos de lazer.

Mas o Vale do Minho não é só Natureza, também é Patrimônio Cultural e Edificado, com especial destaque para as Fortalezas e para os testemunhos do Românico.

Os cinco municípios do Vale do Minho têm uma grande tradição de Festas e Romarias anuais, realizando-se a maioria durante o período de maio a setembro. A Semana Santa; as celebrações do Corpo de Deus, com os seus tapetes floridos em várias localidades; a famosa Festa da Coca, em Monção; as inúmeras procissões religiosas; os Festivais de Folclore; a Feira de Artes e Velharias; a Festa do Alvarinho e Fumeiro; a Festa da Cultura, entre outros eventos, demonstram a riqueza desse tipo de atividade.

 

Gastronomia típica

Desfrutar das iguarias típicas é, também, um reencontro com as raízes da região. Saboreie o Bacalhau e o Cabrito do Monte, em Melgaço; o Cabrito Assado à Moda de Monção, em Monção; a Truta do Rio Coura e o Cabrito de Padornelo avinhado em Verde Tinto, em Paredes de Coura; o Bacalhau à S. Teotónio e o Cabrito Montês, em Valença; as Pataniscas de Bacalhau com Arroz de Feijão, em Vila Nova de Cerveira e termine a refeição com uma deliciosa sobremesa do Vale do Minho.

Uma vez que foi nesta região que surgiu, pela primeira vez, o Vinho Alvarinho, as refeições deverão ser acompanhadas por este inigualável vinho que possui um teor alcoólico superior aos restantes vinhos verdes.

Vinhedos do Vale do Minho

Descubra, pedalando, os vinhedos do Vale do Minho e viva uma experiência divertida, enquanto visita o norte de Portugal! Pedalando devagar pelos vinhedos do Vale do Minho terá tempo para visitar quintas familiares produtoras de vinho e explorar as fortalezas, bem como os castelos de Valença, Monção e Melgaço.

 

Aldeias de Portugal

As Aldeias de Portugal possibilitam, além do alojamento em casas emblemáticas, a possibilidade de conectar-se com as tradições, gastronomia e cultura das aldeias abrangidas. Proporcionam a quem as visita a descoberta de uma forma de turismo diferente, convidando-o para uma estadia de total independência em plena natureza. É uma oportunidade para desfrutar não só do alojamento típico, mas também de paisagens naturais e de um ambiente sereno, aliando o contato entre o homem, a natureza e a vida cotidiana do mundo rural.

 

Rota do vinho verde

Situada entre os rios Douro, ao sul, e Minho, ao norte (na fronteira com a Espanha), a Região dos Vinhos Verdes é uma zona crivada de montanhas, vales em que se avista uma multidão de vinhas, cidades de rico patrimônio arquitetônico, culinária excepcional e, acima de tudo, tranquilidade.

A cultura do vinho verde remonta ao século 12, mas foi bem depois que viticultura floresceu, de fato, na região. O verde foi um dos primeiros vinhos portugueses a ser exportados, e hoje, é um dos produtos de maior orgulho do país. Para ser verde, precisa ser elaborado naquela zona, com uvas autóctones, ou seja, naturais do local. Há vários aromas e sabores, e a melhor maneira de descobri-los é viajar sem pressa.

Dica do Didú Russo: Vinho Verde

Da região norte de Portugal, Vinhos Verdes, a Afros Wine é um projeto pioneiro de agricultura biodinâmica do arquiteto Vasco Croft. Ele estudou por cinco anos para se formar professor da escola Waldorf, retornou para a casa de campo da família, localizada numa colina a um quilômetro do Rio Lima, e organizou uma equipe para converter as antigas vinhas em biodinâmicas. Entre os participantes de sua equipe está o consultor e enólogo Rui Cunha, uma sumidade em vinhos biodinâmicos de Portugal, com vinhos reconhecidos internacionalmente (Valle Pradinhos, Secret Spot, Campo Ardosa e Quinta de Covela).

Na viticultura da Afros Wine são usados preparados biodinâmicos e extratos vegetais, num processo contínuo de pesquisa. São usados óleos essenciais, extratos alcoólicos, decocções de salgueiro e macerações. Na adega, a elaboração dos vinhos é feita recorrendo a processos naturais que respeitam a integridade e genuinidade dos vinhos (pisa a pé, fermentação com leveduras indígenas, uso mínimo de sulfitos). O resultado é a originalidade dos vinhos Afros, elaborados com as duas castas emblemáticas da região, a Loureiro e a Vinhão. Pela concentração de aromas, mineralidade e complexidade os vinhos da Afros Wine constituem novos paradigmas no universo do Vinho Verde.

 

Compras
No território do Vale do Minho realizam-se, periodicamente, feiras e existe uma diversidade de lojas e mercados onde é possível adquirir produtos típicos da região (artesanato, Alvarinho, fumeiro, mel…). Isso sem falar na Fortaleza de Valença, um autêntico shopping ao ar livre.

 

Paraíso Particular   

Em meio a este cenário rural cercado por oliveiras, limoeiros sicilianos, parreiras, riachos e cachoeiras encontra-se uma propriedade de imensa beleza natural que, pelas mãos do espanhol Jaime González, teve sua história cultural resgatada. Nascido em Tui, cidade espanhola que faz fronteira com a portuguesa Valença do Minho, González caminhava por aquela região quando deparou com um arco de pedras em ruínas. O empresário quis saber mais sobre aquele local e descobriu uma série de antigos moinhos, alguns datados de 1700 e que eram utilizados por agricultores. Apaixonado pela história e com conhecimento aguçado por antiguidades, González comprou a propriedade e iniciou a reconstrução das dez edificações que estavam totalmente abandonadas. Aos poucos, as ruínas se transformaram em lindos chalés, todos decorados com bom gosto e objetos pessoais garimpados pelo empresário em suas andanças pela Europa.

Gonzalez conta que cada moinho era dividido em 360 horas de trabalho, e cada agricultor possuía um determinado número de horas para usá-lo. “Antigamente, as pessoas vinham até aqui, de 15 em 15 dias, para fazer o pão. Tenho, nesta propriedade, um pouco da história da minha vida que, agora, se mistura com a história destas pessoas e da cultura local. Fico feliz por ter reconstruído esse paraíso.” Gonzalez afirma que não tem intenção de explorar comercialmente o local, mas não descarta a hipótese de uma parceria com algum investidor interessado em gestão de hotelaria rural.

 

 


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