Organizar uma viagem com destino a belas paisagens, repousar ao som do mar, caminhar pela praia e mergulhar em águas cristalinas é uma realização desejada por muitas pessoas. No Brasil, não faltam destinos que reúnem essas e outras atividades para quem busca aventura ou descanso no mar, mas às vezes o orçamento com cursos de mergulho, equipamentos e desafios da própria viagem faz os planos irem por água abaixo. Mas e se um espaço voltado para essas atividades pudesse ser encontrado aqui na Granja Viana? Bem, agora esse lugar existe e se chama Evidive.
O mergulho é uma prática que oferece lazer, atividade física, é antiestress, está em contato com a natureza e através dele pode-se aprender muito sobre o ecossistema marinho e se conscientizar sobre a situação global que este se encontra. É uma atividade que pode ir muito além do hobbie. Na escola Evidive, há profissionais que acreditam que o mergulho pode transformar a vida das pessoas. Há uma equipe experiente para instruir novos mergulhadores e apresentar um local totalmente personalizado com realismo para trazer experiências únicas com conforto e segurança. Para o fundador da escola de mergulho Evidive, Fabiano Silva, pode-se até trabalhar o autoconhecimento ao se conectar com o meio ambiente aquático: “o mergulho é uma atividade extremamente prazerosa que envolve controle emocional, então a gente tem que conhecer a si mesmo. Além disso, há conexão com a natureza, com o mar e outros seres vivos. Acho que conhecer algo que é tão pouco explorado é muito interessante, a gente sabe muito mais do espaço do que dos oceanos, então é uma oportunidade única. A contemplação é uma experiência muito forte”.

Local repleto de surpresas
Há o Evilago, que é uma piscina natural de 5 m de profundidade e 440 mil litros de água doce. Ambientada como um recife de corais, ela conta ainda com plantas aquáticas, milhares de peixes ornamentais e até um barco para aproximar a experiência da realidade. Tem a piscina Paraty, de 1,5m de profundidade, que é destinada ao Emotion Dive.
O tanque Noronha é composto por três patamares de profundidade, o primeiro de 1,5m, seguindo para o de 3,0m e enfim 4,5m na mais profunda. Nesse tanque são praticados os mergulhos em naufrágio, para o qual, foi construído uma réplica de uma parte da fragata portuguesa Santa Maria da Rosa, embarcação naufragada em 1726 na costa do Nordeste do Brasil.
Há ainda, um espaço amplo para convivência na área seca, chamado de Evi longe, espaço kids, cantinho do bebê, lanchonete, salas de treinamento, vestiário tematizado e um espaço para eventos.
Cursos
Bem, agora você já tem uma noção do que pode encontrar na escola Evidive e das maravilhas da prática do mergulho. Mas afinal de contas, o que é preciso para fazer as aulas? É só comprar o equipamento básico e se inscrever? Os cursos são de qualidade mesmo? Os cursos na Evidive são reconhecidos pela PADI, maior certificadora de mergulho do mundo. O primeiro nível é o Open Dive Water, que é referente ao “curso básico”. Mas existem, de fato, alguns requisitos para a prática dessas atividades que são: ter no mínimo 10 anos de idade; estar em boas condições de saúde, e isso precisa ser avaliado por um médico; e é muito importante que a pessoa se sinta confortável na água.
Não é preciso se preocupar em comprar equipamentos, uma vez que a escola oferece máscara, snorkel, nadadeiras e outros itens que o aluno precisará. O Open Dive Water acontece em dois finais de semana. No primeiro, são realizadas as aulas teóricas e práticas. E no seguinte, o chamado checkout, que se trata de quatro mergulhos no mar, e para isso a equipe costuma acompanhar o aluno para a finalização em Paraty.
Marcelo Scassi (foto ao lado) é sócio-proprietário da Evidive, Professor de educação física e instrutor de mergulho, e explica que depois de aprender a mergulhar nos espaços realísticos da escola, o teste final torna-se mais natural no mar. “O grande diferencial da Evidive é que nós possuímos um lago representando esse ambiente natural, transformando a experiência em mar aberto em Paraty, a mais tranquila possível, por já ter feito treinamento em um ambiente natural com peixes, plantas e areia no próprio Dive Center”, explica.
Em poucos dias pode-se aprender o básico do mergulho na prática, mas a escola também desenvolve outras classes da atividade e segmentos para quem deseja se especializar, mas para Marcelo o resultado pode variar de pessoa pra pessoa. “O curso básico leva dois finais de semana. Mas para se tornar um bom mergulhador, eu diria que a partir de quarenta ou cinquenta mergulhos, a pessoa começa a ficar bem mais a vontade e pode ser considerada já um mergulhador de melhor performance. Mas isso varia muito de pessoa para pessoa”, comenta Marcelo.
Escola de vida
Em dias atuais, encontrar um trabalho em que nos sintamos realizados, valorizados e motivados pode ser difícil. Poder ganhar a vida com um hobbie, para muitos, parece um sonho distante. Fabiano Silva é o fundador e proprietário da Evidive, hoje ele sabe bem como é realizar esse sonho, mas nem sempre foi assim. Há muitos anos atrás, ele era dono de uma empresa de tecnologia e lá trabalhava para crescer na vida. Com os serviços monótonos atrás de um computador e reclamações de clientes sendo levados a ele dia-após-dia, Fabiano viu sua vida ficando tediosa e maçante. Aos poucos, foi ficando triste até que se aproximou da depressão. Foi então que buscou ajuda com uma terapeuta que o questionou sobre ele só viver para o trabalho e não ter uma válvula de escape, um “hobbie”. No momento, não soube nem o que responder. Pois não praticava nenhum hobbie ou atividade para espairecer. Em um outro dia, conversando com seu amigo, que também era um colega de trabalho na empresa de tecnologia, ele foi convidado para mergulhar, coisa que nunca havia feito ou tido contato até então: “nunca tive contato com mergulho, eu fui o primeiro da minha família a me envolver com essa atividade”. Então, após o convite ser aceito e os dois planejarem e decidiram que iriam mergulhar em Ilha Grande, no Rio de Janeiro, foi preciso aprender que a atividade envolve três partes. A primeira é a parte teórica, importante para entender o que acontece com o nosso corpo debaixo d’água, especificamente sob pressão, e isso envolve riscos potenciais. Riscos que fizeram Fabiano querer desistir por um momento: “então, nessa parte teórica, eu me lembro que quando a gente começou a falar dos problemas potenciais, eu fiquei com bastante receio e em um momento eu pensei até em desistir do curso. Mas eu não sou uma pessoa de desistir, então continuei. Eu pensei, ah, vou terminar. Se eu vou ser mergulhador ou não, só o futuro vai dizer”.
Decidido que mesmo com um pouco de medo, iria até o fim, Fabiano e o amigo embarcaram para a experiência na prática. Chegando ao destino, vestiram as roupas e os equipamentos e, finalmente, mergulharam. Foi uma sensação única, estava envolvido pelo silêncio debaixo d’água, pelas bolhas, a quase ausência de gravidade, a interação com a natureza e a conexão foi tão forte que ele não parou mais de mergulhar desse dia em diante. “Naquele momento eu me apaixonei e não parei de mergulhar mais. Foi ali que nasceu o sonho de transformar a vida das pessoas através do mergulho, assim como a minha foi transformada”, comenta.
Algum tempo depois, no ano de 2017, Fabiano tomou outra decisão que mudaria ainda mais a sua vida: vender a empresa. Por causa do contrato que tinha, ele não poderia trabalhar naquele segmento durante um período. Mas na hora de escolher o que fazer da vida, seguir para as atividades dentro d’água foi uma coisa natural para ele e então aquilo que era hobbie, transformou em profissão. “Então, eu finalizei o curso no mar e continuei fazendo novos cursos e novas especializações até a hora que eu decidi trabalhar com mergulho e virar um profissional de mergulho. O primeiro nível do profissional de mergulho é o Dive Master, então eu já tinha decidido que que queria ser Dive Master antes mesmo de decidir montar uma escola”, lembra.
Para se tornar um mergulhador dessa categoria, é preciso ter muita preparação física e psicológica. É preciso passar por treinamentos do básico ao avançado, cursos de primeiros socorros, cursos de resgate e outros até se tornar “Dive Master”. Para o nível básico, como já mencionado, pode se fazer em dois finais de semana. Para o Nível profissional, é preciso ter realizado quarenta mergulhos. E finalmente, para se formar como Dive Master, é necessário ter feito pelo menos sessenta mergulhos. Hoje em dia Fabiano já superou um pouco esse número: “tenho cerca de oitocentos mergulhos. Já mergulhei em muitos lugares, no Brasil e fora também, principalmente na região do Caribe. Já mergulhei na Flórida (EUA), em Cuba, na ilha holandesa de Curaçao, Roatán (em Honduras), Bahamas e em muitos outros”.
Mergulhar em tantos lugares com certeza rendeu boas histórias em seu diário de bordo. Praticar atividades no meio ambiente aquático, em paisagens de tirar o fôlego pelo mundo já renderia relatos incríveis. Imagine acrescentar algumas dezenas de tubarões nadando a sua volta durante um desses passeios. “Teve um mergulho em Bahamas que é um Shark Dive, que foi um mergulho com tubarões e essa foi uma experiência bem interessante. A gente entende que o mergulho por si só é uma atividade relaxante e não um esporte radical. Mas esse aí não foi assim (risos), esse mergulho teve muita adrenalina. Mergulhar com uns trinta tubarões rondando você foi um negócio que realmente deu uma emoção”, contou.

Evidive Escola de Mergulho
Estrada do Capuava, 4227 – Granja Viana
WhatsApp: (11) 98908-2887
www.evidive.com.br
Por Eric Ribeiro
















