Cotidiano: Feira de Embu das Artes completa 44 anos

A comemoração dos 44 anos da Feira de Embu das Artes, no dia 31 de janeiro, reuniu, no Centro Cultural Mestre Assis, artistas e artesãos da cidade, incluindo expositores da Feira, além de autoridades.

Houve exibição de filme mostrando artistas que colaboraram para tornar a cidade um centro de arte e cultura, apresentação de dança, depoimentos e conversas sobre a Feira. A exposição de obras de artistas que atualmente participam da Feira de Artes de Embu das Artes e a mostra de fotos inéditas que contam a sua história estarão abertas a visitação até 24/2, das 9 às 17 horas, no Centro Cultural Mestre Assis (Largo 21 de Abril, 29).

A Feira de Embu das Artes, que traz à cidade todo fim de semana 30 mil pessoas de toda parte do País e do exterior, se confunde com a história da cidade. A sua entrada no calendário oficial de eventos ocorreu durante o mandato do primeiro prefeito do município, Annis Neme Bassith. O movimento artístico, que começou antes mesmo dos 44 anos, passou por diversas fases e a arte e o artesanato, dentro e fora da feira, têm orientado o desenvolvimento cultural do município.

O secretário de Turismo, Valdir Luís Barbosa, destacou a importância da Feira e o legado de todos os artistas. “O mais importante foi a mudança do nome da cidade de Embu para Embu das Artes, com realização de plebiscito. A construção dos centros culturais Mestre Assis, do Pirajuçara e Santo Eduardo também faz parte de um projeto que busca expandir a arte para todos os bairros.”

O secretário de Cultura, Alan Ricardo Martins Leão, disse que tem como missão “socializar o movimento artístico com as extremidades de Embu” e convidou artistas e artesãos a participarem desse processo. Destacou que é preciso preservar a arte transmitindo ensinamentos aos jovens, que vão garantir a continuidade da Feira.

A pesquisadora, folclorista e artista plástica Raquel Trindade, autora de livros sobre a arte na cidade, e o artista plástico e curador da mostra Paulo Dud contaram o que viram, em mais de 44 anos participando da vida artística na cidade, para uma plateia atenta.

Nela estavam artistas que ajudaram a escrever essa história, como a terracotista e coordenadora do Memorial Sakai Tônia do Embu.

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