A Polícia Civil terá o reforço de 156 agentes de telecomunicações e 391 agentes policiais, que tomaram posse na tarde desta sexta-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes. Durante o evento, o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, anunciou que cerca de 70 agentes de telecomunicações empossados serão destinados à Delegacia Eletrônica.
Grella destacou que a Delegacia Eletrônica terá o seu efetivo reforçado em decorrência da ampliação do serviço ocorrida no final do ano passado, quando passou a registrar casos de roubos de veículos e de rua. Até então, a Delegacia Eletrônica recebia 11 tipos de delitos.
“A contratação amplia a força de trabalho da Polícia Civil na busca do aperfeiçoamento e fortalecimento da política de segurança pública, que tem por objetivo a garantia da paz pública e a qualidade de vida da população”, disse o secretário.
O governador Geraldo Alckmin, que também participou da solenidade, ressaltou que os futuros profissionais “serão importantíssimos em um mundo onde a tecnologia avança muito rápido e que, portanto, é preciso usá-la a serviço da sociedade”.
Os futuros policiais civis, 492 homens e 55 mulheres, aprovados em concursos públicos, iniciam agora um curso de formação de cerca de três meses na Academia de Polícia Civil Dr. Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol). Além das aulas, os alunos passarão por um período de estágio.
“Esse reforço é a principal demonstração de que temos compromisso com as estruturas das polícias e com as pessoas”, declarou o secretário, que fez a entrega dos distintivos e funcionais aos primeiros colocados de cada turma.
Durante o curso, os futuros agentes terão aulas de disciplinas como criminalística, criminologia, direitos humanos, inteligência, investigação e inquérito policial, entre outras.
O delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Souza Blazeck, também prestigiou o evento e enfatizou a importância da posse. “Esses novos profissionais não significam somente um benefício à instituição policial, mas à população de São Paulo”, afirmou.
Após formados, os novos policiais serão designados para unidades da Polícia Civil de todo o Estado, de acordo com a classificação final do curso na Academia e da necessidade de cada região.
Entre as funções dos agentes policiais está participar de investigações, atender ocorrências policiais e realizar pesquisas para esclarecer crimes.
Já o agente de telecomunicação tem como principal função operar o rádio no Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol). Também exerce atividades relacionadas com a informática, incluindo o projeto e implantação de redes de comunicações e de dados, além de efetuar atividades relativas à comunicação e transmissão de mensagem nas delegacias e departamentos da Polícia Civil.
Também estiveram presentes ao evento o comandante geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, a superintendente da Polícia Técnico-Cientifica, Norma Sueli Bonaccorso, e o diretor do Departamento de Administração e Planejamento da Polícia Civil (DAP), Silvio Balangio Junior.
Maior contratação da história
As polícias Civil e Técnico-Científica farão a maior contratação da história das duas instituições. Serão 2.805 cargos na Civil e 1.853 na Científica, aumentando o efetivo da instituição em 64%.
Estão abertas seleções para 1.384 investigadores, 788 escrivães e 129 delegados. Outros sete concursos vão selecionar peritos criminais (447), médicos legistas (140), técnicos de laboratório (84), fotógrafos técnico-periciais (120), desenhistas técnico-periciais (55), atendentes de necrotério (89) e auxiliares de necropsia (145).
As contratações fazem parte do “São Paulo Contra o Crime”, um conjunto de ações estratégicas, anunciado em maio do ano passado pelo governador, que visa diminuir os crimes e valorizar as polícias.
O investimento anual do Governo do Estado com as contratações será de R$ 305 milhões.













