Um dia após um homem morrer afogado no lago do bolsão residencial Gramado, localizado no bairro de nome homônimo, em Cotia, crianças e adolescentes continuavam utilizando a área para nadar na tarde desta segunda-feira (10/02).
De acordo com testemunhas, o homem participava de uma festa no domingo (09/02) e teria ingerido grande volume de bebidas alcóolicas. Já embriagado, resolveu entrar no lago e se afogou.
De acordo com o porteiro do condomínio, no dia 5 de janeiro deste ano, um adolescente de 15 anos também havia se afogado no lago.
Conversamos com alguns adolescentes que utilizavam o lago e perguntamos se eles sabiam nadar.
“Sabemos se virar quando entramos na água. Não nadamos bem, mas dá para o gasto”, declarou um dos adolescentes.
Outro declarou que ficava apenas na parte rasa do lago e não se aventurava a ir para parte funda.
Na outra margem do lago observamos vários adolescentes utilizando um colchão inflável e boias para atravessar o lago.
Há dois anos quando visitamos o local, percebemos que ainda haviam placas sobre a proibição se utilizar o lago, porém desta vez não havia mais nenhuma indicação.
O porteiro do bolsão disse que o lago é uma propriedade particular, porém não há seguranças para impedir que utilizem o local para nadar.
De acordo com o ambientalista Marcelo Torres, o lago foi obra da Dersa.
“Isso foi a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) quem fez no ano de 2003, criminosamente para tirar água desse local”, diz Marcelo.
De acordo com o ambientalista, por mais que tenha investigado, hoje não sabem que é o responsável pela área.











