Aulas de pole dance definem o corpo e promovem bem estar

É improvável que enquando os indianos praticavam o mallakhamb (que significa “ginástica do poste”) ou os lutadores de wrestling – hoje, estilo de combate mais conhecido como luta greco-romana – utilizavam a mallastambha, ou “ginástica do pilar” para adquirir força e desenvolver os músculos, imaginariam que tais artifícios para melhorar suas performances, poderiam resultar em uma forma de atividade física tão completa como o pole dance.

Professora de pole dance Renata Wilke, 31, também não imaginava que ao procurar vídeos de alongamento na internet para melhorar sua postura após o nascimento do seu filho, fosse encontrar uma paixão que completaria a sua vida.

“O Pole Dance surgiu há oito anos em minha vida, logo após o nascimento do meu primeiro e único filho. Buscava vídeos de alongamento na internet e acabei encontrando um de pole dance. Fiquei apaixonada pelo vídeo, quando a dançarina de ballet tirou a saia de tule e realizou acrobacias em uma barra vertical” declara Renata.

Depois disso, a professora buscou informações sobre a dança até chegar à denominação da prática: pole dance.

“Criei um blog e comecei a ter contato com pessoas fora do País. Inicialmente comprei uma barra de pole dance em um site gringo, depois desenvolvi a minha própria barra”, diz Wilke. “Fiz aulas online e para aperfeiçoar minha técnica fui até a Argentina em busca de especialização com uma brasileira que já trabalhava com o pole dance há 11 anos.”

Das primeiras manobras no pole dance até a inauguração de sua primeira escola especializada na modalidade, localizada na Vila Madalena, foram necessárias centenas de horas de prática, e hoje, após cinco anos, Renata mostrou que sua flexibilidade também poderia ser utilizada no mundo dos negócios com a expansão de sua rede de ensino e a inauguração de uma segunda unidade em Alphaville, bairro da cidade de Barueri.

“Com a procura do público pela modalidade na região, resolvi abrir minha segunda unidade em Alphaville. É uma oportunidade de expandir e trazer minha metodologia para um local tão bem localizado e com fácil acesso a todos”, salienta Renata.

De acordo com a professora, exceto pessoas com problemas de coluna ou labirintite, qualquer pessoa pode aprender pole dance. Com uma hora de aula, a pessoa perde em média cerca de 350 calorias, em um treino com alongamento, fortalecimento, flexibilidade, acrobacias, giros e coreografia.

“Além de todos os benefícios corporais e musculares, o pole dance também trabalha a autoestima, a timidez e a sensualidade. Para fazer pole dance a mulher tem que ter muita atitude” finalizada Wilke.

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