O concurso musical “Voto Vendido é Voto Perdido” é uma iniciativa do coletivo feminino de Cotia “MulherAção” e busca trazer consciência de cidadania para a população em forma de cultura e engajamento social. “A venda de votos é prática conhecida, usual e vergonhosa. Precisamos refletir sobre isto para acabar com esta prática que impede Cotia de avançar. Quem vende voto não tem direito de reclamar do vírus da corrupção que assola o país e impede o Desenvolvimento Social. Artistas, compositores e poetas, vamos fazer a diferença por meio da Cultura”, comentam os organizadores

Serão selecionadas obras musicais inéditas, de qualquer gênero, que tenham letras de protestos sobre a venda de votos. De acordo com o regulamento, cada canção deverá ter, no máximo, quatro minutos e só serão aceitos autores da cidade.

As inscrições vão até o dia 5 de novembro e devem ser feitas exclusivamente pela Internet. Os candidatos terão que enviar o formulário preenchido, com letra descrita e link do vídeo caseiro (YouTube ou Google Drive). Todos os trabalhos pertinentes ao tema, não contendo imagens pornográficas ou de violência, serão postados na página do Facebook. Os 10 vídeos que obtiverem mais curtidas serão avaliados pelo um júri composto por 07 (sete) pessoas de notório saber ou atividade na área.

A música ganhadora será contemplada com um vídeo clip profissional e fotos de divulgação. Segundo lugar ganhará uma gravação em estúdio e terceiro um ensaio fotográfico. “Bora fazer arte e transformar consciência”, convida o coletivo.

 

Relembrando
Na política e no trabalho, o MulherAção luta por igualdade e direitos da mulher. Em abril de 2019, recebemos o coletivo em nossa redação e, durante um bate-papo descontraído, conversamos sobre a importância da representatividade feminina na política e no mercado de trabalho.  “Não existe uma vida plena se a gente não tiver uma vida pública de sucesso. Enquanto as mulheres não entrarem nesses espaços, a pluralidade e a representatividade no que diz respeito aos assuntos femininos não serão representados”, declarou uma das participantes na época.

 

Por Juliana Martins Machado