Embu das Artes consolida seu Salão Nacional de Artes Plásticas

Até 31 de janeiro de 2013, o 28º Salão Nacional de Artes Plásticas de Embu das Artes traz a melhor produção das artes plásticas de todo o País. Das 1061 obras apresentadas por 402 artistas, de 14 Estados do Brasil, foram selecionadas 125 obras de 74 artistas nas categorias Arte Naif, Contemporânea, Acadêmica e Outras Linguagens.

A realização deste evento consolida a continuação do Salão de Embu das Artes como uma das principais instituições históricas da cidade, conforme o compromisso firmado pelo prefeito Chico Brito, desde sua realização em 2010, quando declarou que se tratava de uma vontade dos artistas e do governo municipal.

Na abertura do Salão (26/10) foram anunciados ao público os artistas e as obras premiadas em cada categoria e o Prêmio Salão, com a presença do prefeito Chico Brito, de vários secretários municipais, artistas selecionados, membros das Comissões Organizadora e Julgadora, além de autoridades e muitos convidados. A curadoria da exposição é da crítica de arte Juliana Monachesi.

Em nota, a Comissão Julgadora aplaudiu a decisão do prefeito em determinar a realização do Salão como obrigatória para o poder público, e disse que este Salão formou “um verdadeiro e grandioso mosaico” das expressões de mais de 400 artistas inscritos, que reproduziu o sentimento de cada qual, “na esperança de um reflexo positivo do que ele pretendeu venha a ser reproduzido no sentimento de quem o esteja observando”.

Já a Comissão Organizadora destacou que o diferencial do 28º Salão foi acolher diferentes formas de expressão artísticas, a partir de critérios como: originalidade, autenticidade, poética e capacidade de sensibilizar o espectador e que, o  principal objetivo era provocar uma reflexão da arte popular e sua relação com a arte contemporânea e propor um diálogo entre as diferentes categorias “ampliando as possibilidades de expressão dos indivíduos e grupos nas diferentes técnicas do fazer e do saber-fazer”.

O histórico Salão de Artes Plásticas de Embu das Artes – que foi um dos pioneiros  do país – voltou a ser realizado na atual gestão, em 2010, após 12 anos sem ser realizado. Para a artista Tônia do Embu, que participou da Comissão Organizadora, a criação do primeiro Salão de Artes Plásticas de Embu, em 1964, influenciou a criação dos salões de todas as outras cidades, inclusive a própria Bienal paulista.

Na edição anterior, a 27ª, foram mais de 1200 obras inscritas por 498 artistas de todo o País. O 27º Salão premiou as obras nas categorias de Pintura, Escultura, Desenho e Gravura e Outras Linguagens, porém no estilo de “Arte Contemporânea”, além de três “Bolsas Residência” para projetos relacionados à interação com a cidade. Foram 110 obras selecionadas entre quadros e instalações que foram expostas em dois locais: os quadros, fotos e obras bidimensionais no Centro Cultural Mestre Assis do Embu e as instalações no Parque Francisco Rizzo. 

Veja como foi o salão anterior:  http://www.embu.sp.gov.br/e-gov/noticia/?ver=3170

Nessa 28ª edição, a Comissão Organizadora decidiu premiar tanto o estilo Contemporâneo e Outras Linguagens, como também a Arte Naif e a Arte Acadêmica para valorizar a variada expressão da arte brasileira que atualmente, como em todo mundo, deixou de ser compartimentada, concedendo ao artista uma total liberdade, fugindo das antigas classificações tão em moda até o início do século passado. 

Para o secretário adjunto de Cultura, Erismar Silva, o 28º Salão abre um espaço para uma nova era da arte, agora globalizada e com múltiplas expressões e também um novo momento para a arte local, trazendo novos artistas de nível internacional e em todas as linguagens. “Esse Salão nos relembra a genialidade dos primeiros artistas embuenses, coloca Embu das Artes novamente no centro das atenções das artes plásticas, evidenciando os novos talentos locais e nacionais”. – declarou o secretário, aproveitando para convidar a todos.

 

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